segunda-feira, abril 27, 2026

Homem é julgado por deixar namorada morrer em montanha: ‘mandou embora’

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Vocêm homem de 39 anos foi levado a julgamento na Áustria sob acusação de homicídio culposo após a morte da namorada durante uma escalada na montanha Grossglockner, a mais alta do país. A vítima, Kerstin Gurtner, de 33 anos, morreu em janeiro de 2024, após ficar exposta a temperaturas que chegavam a -20°C.

O réu, Thomas Plamberger, nega responsabilidade e afirmou em sua primeira audiência que a própria namorada teria pedido para que ele fosse embora. “Ela me disse para ir embora”, declarou em tribunal.

Segundo a denúncia, o casal enfrentou condições extremas durante a tentativa de chegar ao cume da montanha, que tem 3.797 metros de altitude. De acordo com o Ministério Público, os dois teriam se perdido pouco antes das 21h e não estavam devidamente equipados para enfrentar o frio intenso.

A promotoria sustenta que Kerstin foi deixada a cerca de 50 metros do topo em estado grave de hipotermia. O réu é acusado de ter cometido uma série de falhas, incluindo a escolha inadequada de equipamentos e a demora em acionar os serviços de resgate, mesmo após perceber que a situação era crítica. A acusação afirma ainda que ele a deixou “exausta, hipotérmica e desorientada”.

O primeiro contato com as autoridades ocorreu apenas às 1h35 da madrugada, cerca de quatro horas após o casal começar a enfrentar dificuldades. Segundo os autos, por volta das 22h50, os dois chegaram a avistar um helicóptero, mas não teriam feito sinal de socorro.

Imagens de uma câmera instalada na trilha registraram Plamberger descendo a montanha por volta das 2h30. Uma hora depois, ele voltou a ligar para as autoridades. Outras gravações mostram o acampamento improvisado onde o corpo de Kerstin foi posteriormente localizado.

A pesquisa também aponta que havia cobertores térmicos disponíveis, mas que eles não foram utilizados.

Durante o julgamento, o réu contou com o apoio da mãe da vítima. Ela criticou a forma como a filha tem sido retratada e disse considerar injusto o tratamento dado ao namorado. “Fico irritada por Kerstin estar sendo retratada como uma pessoa ingênua que se deixou levar pela montanha. Acho injusto o que ele está enfrentando. Há uma caça às bruxas contra ele na mídia e na internet”, afirmou.

Se condenado por homicídio culposo, Plamberger pode pegar até três anos de prisão. O caso segue em julgamento.

Thomas P. vai a julgamento após ser acusado de homicídio culposo por negligência grave pela morte de Kerstin G. na montanha de Grossglockner, na Áustria

Rafael Damas | 14h24 – 18/02/2026

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