sábado, outubro 31, 2026

Gestão Riedel faz ações preventivas e de combate a incêndios no Pantanal de MS

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O Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul iniciou a preparação da Operação Pantanal 2026, com ações de prevenção e combate aos incêndios florestais que atingem o Pantanal, o Cerrado e a Mata Atlântica. A estratégia inclui revisão de equipamentos, testes com novas tecnologias — como drones com sensores térmicos — e capacitação das equipes para o período crítico de seca.

Segundo o subdiretor da Diretoria de Proteção Ambiental (DPA), major Eduardo Teixeira, a fase atual é de pré-temporada e tem foco em garantir resposta rápida às ocorrências. “Fazemos a preparação com treinamento dos militares, readequação dos materiais e planejamento operacional para estar prontos quando for necessário”, afirmou.

A manutenção do aparato logístico também é considerada etapa essencial. De acordo com o capitão Samuel Pedrozo, o objetivo é deixar todo o material em pronto emprego antes do início da temporada de incêndios. Entre as novidades estão drones com capacidade de rastreamento térmico, que devem ampliar a eficiência no monitoramento das áreas afetadas.

Além do preparo operacional, a corporação intensifica a formação de brigadas em propriedades rurais. A medida busca fortalecer a resposta inicial ao fogo nas comunidades locais e reduzir danos ambientais. “As brigadas aumentam a resiliência das regiões e ajudam a conter sinistros ainda no início”, explicou Teixeira.

Outra frente é a reativação de bases avançadas no Pantanal e a execução de queimas prescritas no Parque Estadual do Pantanal do Rio Negro e nas Nascentes do Rio Taquari. A técnica é utilizada para reduzir material combustível e evitar incêndios de grandes proporções. Em 2025, ações semelhantes contribuíram para queda no número de focos e na área queimada no bioma.

No início deste ano, o Estado já registrou incêndios após estiagem prolongada, principalmente na região pantaneira e em áreas próximas ao Rio Paraguai. A vegetação recuperada das queimadas de 2024, somada ao déficit de chuvas, elevou o risco de novos focos.

Para 2026, a preocupação aumenta com a influência do fenômeno El Niño, que deve provocar temperaturas mais elevadas e irregularidade nas chuvas, especialmente no inverno. Diante do cenário, o Estado aposta na combinação de tecnologia, bases descentralizadas e planejamento estratégico para reduzir impactos ambientais e garantir resposta mais ágil aos incêndios.

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