domingo, novembro 1, 2026

Chuva provoca 14 mortes e leva Juiz de Fora (MG) a estado de calamidade pública

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Além das mortes, há 440 pessoas desabrigadas. Elas receberam acolhimento e acomodação provisória por parte da prefeitura.

Os estragos levaram a prefeita Margarida Salomão (PT) a decretar estado de calamidade pública na cidade mineira na madrugada desta terça. A assinatura, feita no gabinete após uma noite de transtornos, foi transmitida em vídeo postado nas redes sociais.

Segundo ela, o temporal, que começou na segunda e continuou no início da madrugada de terça, provocou ao menos 20 soterramentos de imóveis no município, principalmente na região sudeste. A Defesa Civil atendeu 251 ocorrências relacionadas à chuva.

Bombeiros, equipes da Defesa Civil e voluntários de empresas particulares atuam no resgate e na procura de pessoas desaparecidas.

Nas redes sociais, vídeos mostram moradores tentando socorrer vizinhos ilhados, casas desmoronando, ruas alagadas e cenas de desespero. Há também pedidos de ajuda e relatos de pessoas presas em destroços de desabamentos.

“Uma casa desmoronou e tem uma pessoa presa”, diz texto de um pedido de socorro feito pelo Instagram. O morador do Grajaú disse que não conseguiu ser atendido pelo Corpo de Bombeiros.

Juiz de Fora enfrenta o fevereiro mais chuvoso de sua história, com 584 mm acumulados até o momento, o dobro do esperado para o mês. As consequências são, além dos soterramentos, quedas de árvores e bairros ilhados pelas águas.

“É uma situação extrema, que permite medidas extremas”, disse a prefeita.

O decreto de calamidade agiliza o recebimento de recursos estaduais e federais. Salomão afirmou que será preciso também uma mobilização de voluntários para ajudar as famílias afetadas.

As aulas nas escolas municipais foram suspensas nesta terça. A prefeita sugeriu que a cidade tenha um dia com atividades reduzidas e autorizou os funcionários da sede administrativa a trabalharem remotamente.

Segundo ela, a cidade precisa de um período de recuperação. “Estamos nos desdobrando para socorrer as pessoas e salvar vidas”, disse.

A intensidade da chuva provocou o transbordamento do rio Paraibuna e a interdição da ponte Vermelha e do túnel Mergulhão. Deslizamentos de terra impediram o trânsito de veículos na Serra dos Bandeirantes e na Garganta Dilermando. Na avenida Brasil o tráfego foi prejudicado pela queda de árvores. Ao menos dez pontos da cidade sofreram com alagamentos.

O decreto de calamidade entra em vigor nesta terça, com validade de 180 dias.

A proposta define regras sobre tutela responsável, proíbe práticas como abandono e mutilação e amplia punições para maus-tratos; veja algumas propostas incluídas no texto!

Agência Brasil | 06:35 – 24/02/2026

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