O corpo de Kennedy Kashiwabara, de 38 anos, foi encontrado após quase dois meses de buscas. A vítima, que era natural de Campo Grande, morava há 23 anos no Japão e era pai de dois filhos adolescentes, de 14 e 15 anos. Na época do desaparecimento, a família cobrava maiores investigações sobre o caso.
O pai de Kennedy, Cassemiro Kashiwabara, também mora no país e foi o responsável por registrar o desaparecimento. Conforme o portal RPJ News, Cassemiro teria recebido uma ligação da polícia de Asakasa, em Tóquio, comunicando o óbito e solicitando que fosse realizar o reconhecimento do corpo.
Entretanto, os detalhes sobre o achado ou as circunstâncias do ocorrido ainda não foram divulgados. A mãe, Cleocir Ribeiro da Silva, e o irmão estão no Brasil e para eles, a investigação carece de informações, já que relatos das últimas pessoas que viram Kennedy estão desconexos.
A família denuncia contradições nos relatos apresentados por colegas de trabalho e chegou a cobrar mais empenho das autoridades japonesas. Kennedy mantinha contato diário com familiares no Brasil, principalmente com o irmão, por meio de mensagens e chamadas.
“Todos os dias, depois do trabalho, ele entrava no computador para jogar e conversar. Falávamos sobre pescaria, jogos, coisas do dia a dia. De repente, isso parou, e isso nunca aconteceu antes”, relatou o irmão.
O último contato considerado normal ocorreu no dia 23 de dezembro. Após essa data, Kennedy deixou de acessar o computador e de enviar mensagens, o que causou estranhamento. No dia 25 de dezembro, já após a meia-noite no Japão, o irmão enviou uma mensagem de Feliz Natal e recebeu uma resposta curta e sem detalhes. “Percebi que aquela mensagem não tinha sido escrita por ele. O jeito de escrever não era o dele”, afirmou.


