Interdição no km 251, perto da ETA da Sanesul, foi motivada pela morte de Luiz Henrique de Oliveira Rosa; concessionária Motiva Pantanal não respondeu.
Moradores de sitiocas bloquearam a BR-163 no km 251, entre Dourados e Caarapó, para cobrar melhorias na segurança viária no trecho onde ocorreu a morte do motociclista Luiz Henrique de Oliveira Rosa, de 29 anos, atropelado durante o Carnaval. O protesto ocorre na manhã desta quarta-feira (25).
Motivação do protesto
Segundo os manifestantes, o trecho é marcado por acidentes fatais, atribuídos ao excesso de velocidade de veículos nas proximidades do acesso às sitiocas, perto da Estação de Tratamento de Água da Empresa de Saneamento de Mato Grosso do Sul (Sanesul).
A manifestação foi motivada pelo atropelamento de Luiz Henrique na noite da segunda-feira de Carnaval. Ele foi atingido por uma caminhonete S10 conduzida pelo empresário do ramo imobiliário Ricardo Boschetti Medeiros, de 40 anos, conforme relataram moradores.
Cobrança à concessionária
Representantes das comunidades informaram que o bloqueio busca cobrar providências da concessionária Motiva Pantanal. De acordo com uma moradora, a empresa anunciou ações para reforçar a segurança em 2025, mas as medidas não teriam sido implementadas.
A Motiva Pantanal foi procurada, mas não se manifestou até a publicação.
Impacto no tráfego e atuação da PRF
Com a interdição, há congestionamento nos dois sentidos da rodovia. A estrada de terra na marginal também foi bloqueada, e equipes da Polícia Rodoviária Federal (PRF) acompanham a situação no local.
Os manifestantes informaram que apenas ambulâncias e veículos particulares transportando pacientes para atendimento de saúde em Dourados estão sendo liberados. Equipes da própria Motiva Pantanal em deslocamento para treinamento em Dourados também receberam autorização para seguir.
Quem participa e como é o bloqueio
O protesto reúne moradores das sitiocas Campo Belo, Ouro Fino e Alvorada, além das comunidades Vitória e Ouro Fino. O bloqueio é feito com pneus, e os participantes exibem cartazes e faixas pedindo mais segurança.


