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Em Campo Grande, Lula destaca conflitos externos e critica omissão do Conselho de Segurança da ONU

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O presidente Lula (PT) aproveitou o palco da COP15 (Conferência das Partes da Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias de Animais Silvestres), realizada neste domingo (22), para traçar um paralelo entre a preservação da biodiversidade transfronteiriça e a urgência do multilateralismo frente às atuais tensões geopolíticas globais.

Após anunciar a criação e ampliação de três áreas de proteção ambiental no Brasil, Lula mudou o tom para abordar o cenário internacional. Ele apontou que a COP15 ocorre em um momento de “grandes tensões geopolíticas”, em que “ações unilaterais, atentados à soberania e execuções sumárias estão se tornando a regra”.

O presidente criticou a omissão do Conselho de Segurança da ONU na busca por soluções para os conflitos atuais, afirmando que “um mundo sem regras é um mundo inseguro, onde qualquer um pode ser a próxima vítima”.

Estabelecendo uma conexão direta entre o tema da conferência e a realidade humana, Lula declarou: “a história da humanidade também é uma história de migrações, deslocamentos, vínculos e conexões. No lugar de muros e discursos de ódio, precisamos de políticas de acolhimento e de um multilateralismo forte e renovado”.

COP-15 em Campo Grande

Lula participou de sessão especial da COP15, em Campo Grande, onde anunciou a criação da Reserva Córregos dos Vales do Norte de Minas Gerais; a ampliação do Parque Nacional do Pantanal (MT), e a ampliação da Estação Ecológica de Taiamã (MT).

O presidente também ressaltou os avanços ambientais recentes do seu governo, como a redução pela metade do desmatamento na Amazônia e a queda de mais de 90% das queimadas no Pantanal. Ele reafirmou a meta do Brasil de garantir 30% de proteção da área oceânica até 2030, mencionando iniciativas como a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e a intenção de proteger montes submarinos nas regiões de Fernando de Noronha e Atol das Rocas.

O discurso em Campo Grande contou com a presença de diversas autoridades, incluindo o presidente do Paraguai, Santiago Peña, ministros de Estado, o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel, e a prefeita da capital, Adriane Lopes.

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