Um crime chocante foi registrado na manhã desta segunda-feira (23) em Selvíria. Maurício da Silva, de 21 anos, foi preso em flagrante suspeito de matar a própria tia, Fátima Aparecida da Silva, de 58 anos. A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio — o 8º registrado no estado em 2026.
Suspeito foi encontrado tentando se limpar em córrego
De acordo com a Polícia Militar, o jovem foi localizado a poucos metros da residência onde o crime ocorreu, dentro do Córrego Arroz Doce. Ele tentava lavar o corpo para retirar vestígios de sangue quando foi abordado pelos policiais e encaminhado à delegacia.
Testemunhas acionaram a PM após verem o suspeito, conhecido como “Maurição”, com o corpo sujo de sangue em um posto de combustível. Aos policiais, foi informado que ele havia fugido em direção ao córrego, às margens da rodovia MS-444.
Cena do crime tinha sangue e objetos suspeitos
O crime aconteceu em uma residência na Rua Antônio Luís de Brito, na região da Cohab. No local, os policiais encontraram grande quantidade de sangue e diversas ferramentas de corte sujas, que podem ter sido utilizadas no ataque.
Equipes da Polícia Civil e da perícia técnica realizaram os primeiros levantamentos. No quarto da vítima, foi localizada uma espingarda sem munição e sem marcas aparentes.
Suspeito confessou após negar inicialmente
Segundo a Polícia Civil, Maurício negou envolvimento no primeiro momento, mas acabou confessando horas depois. Ele relatou que estava sob efeito de drogas e que foi até a casa da tia durante a madrugada, quando teria ocorrido uma discussão por motivos considerados fúteis.
Em depoimento, afirmou que a vítima teria pegado uma faca e que ele reagiu, atingindo-a com uma panela e uma ferramenta elétrica de corte. Um vizinho relatou ter ouvido, por volta das 4h30, barulhos de impacto e objetos caindo vindos da residência.
Caso é tratado como feminicídio
A investigação considera o crime como feminicídio devido ao contexto de violência no ambiente familiar, conforme prevê a legislação brasileira. O vínculo de parentesco entre autor e vítima é um dos fatores levados em conta na tipificação.
Fátima Aparecida da Silva era natural de Ilha Solteira. O caso segue sob investigação para esclarecimento completo das circunstâncias.


