quarta-feira, setembro 16, 2026

China pressiona por paz e cobra diálogo imediato no conflito com o Irã

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Ó ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, defendeu a retomada do diálogo para encerrar a guerra envolvendo o Irã e iniciar negociações de paz “o mais rapidamente possível”. O posicionamento foi feito durante uma conversa telefônica com o chanceler iraniano, Abbas Araghchi.

Segundo a agência estatal chinesa Xinhua, Araghchi atualizou Pequim sobre os desdobramentos mais recentes do conflito durante a ligação, realizada na terça-feira.

Wang Yi afirmou que todas as questões devem ser resolvidas por meio do diálogo e da negociação, e não pelo uso da força. “Isso atende aos interesses do Irã e do seu povo e reflete o desejo comum da comunidade internacional”, declarou.

O chanceler chinês também destacou que o país manterá uma postura “objetiva e imparcial”, defendendo o cessar-fogo, a paz e o respeito à soberania das nações. Ele reiterou a oposição da China a qualquer “violação da soberania” de outros países.

Por sua vez, Araghchi agradeceu o apoio humanitário oferecido pela China e afirmou que a população iraniana está “mais unida na resistência à agressão estrangeira e na defesa da independência e soberania do país”.

O representante iraniano ressaltou ainda que Teerã busca o fim definitivo do conflito, e não apenas uma trégua temporária. Ele também afirmou que o Estreito de Ormuz segue “aberto a todos”, garantindo a passagem segura de navios, exceto os de países em guerra com o Irã.

Esta foi a segunda conversa entre os dois chanceleres desde o início da guerra, no fim de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o território iraniano, seguidos por ofensivas de resposta por parte de Teerã na região do Golfo.

O contato ocorre após a missão do enviado especial da China para o Oriente Médio, Zhai Jun, que visitou países como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Kuwait, Catar e Egito, além de manter diálogo com o Conselho de Cooperação do Golfo e a Liga Árabe.

Principal parceiro comercial do Irã e maior comprador de seu petróleo, a China tem condenado os ataques ao país, ao mesmo tempo em que defende o respeito à soberania das nações do Golfo, com as quais mantém relações próximas.

Pequim também reforçou a necessidade de garantir a segurança das rotas marítimas, especialmente porque cerca de 45% do petróleo importado pelo país passa pelo Estreito de Ormuz.

Presidente afirma que morte de lideranças significa mudança de regime, embora República Islâmica continue de pé. Americano diz que Teerã deu ‘presente valioso’ relacionado a petróleo e concordou em não ter arma nuclear; regime nega

| 18h47 – 24/03/2026

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