Vereadora Luiza Ribeiro (PT) denunciou, nas redes sociais, ação da Polícia Militar que classificou como truculenta contra membros do Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra, em Campo Grande. Ela expôs que uma criança foi atingida por spray de pimenta durante ocupação do prédio federal.
Os vídeos postados pela petista mostram um grupo de trabalhadores gritando palavras de ordem diante de um grupo de militares. Na outra gravação, uma mulher carrega e ampara uma menina de cerca de oito anos, que se mostra incomodada com efeitos do que seria o gás de pimenta lançado pela corporação.
”Olha isso, temos várias testemunhas… uma criança atingida por essa polícia truculenta do Mato Grosso do Sul”, disse um manifestante na gravação. Já a vereadora escreveu no post:
”A truculência da PM continua fazendo vítimas”.
Apesar de vários manifestantes estarem com celulares na mão, nenhum dos vídeos mostra a investida da polícia contra os ativistas.
O grupo ocupa o prédio do Incra e pede celeridade nos processos para distribuição de terras no Estado. Entramos em contato com o Comando da PM e o espaço segue aberto.
Em tempo
O Comando da PM respondeu aos questionamentos.
A PM esclareceu que, diferente do que foi postado em redes sociais, a ação não se deu por monitoramento de manifestação política e sim para atender chamados de vizinhos, via 190. A reclamação era de perturbação de sossego, com bumbos e cornetas.
Ainda segundo a polícia, houve diálogo com a responsável pelo evento, que foi orientada a parar com o barulho. Nesse momento houve aglomeração progressiva de ativistas ao redor da equipes, sendo necessário elevar o nível de energia da verbalização para garantir o afastamento do grupo e segurança dos presentes.
Durante a ação, a equipe identificou uma criança passando mal entre os presentes. Embora os responsáveis tenham recusado o socorro imediato por parte da Polícia Militar, a corporação prontamente solicitou e empenhou o apoio de unidades de resgate especializadas (Bombeiros/SAMU) para o atendimento médico necessário.
matéria alterada às 18h18 para acréscimo de informação.
Your browser does not support HTML5 video.


