Ativistas transexuais causaram baderna durante sessão desta quinta-feira (26), que votava a exclusividade de mulheres biológicas para banheiros públicos em Campo Grande. A interrupção de parlamentares exigiu resposta dura do presidente da Câmara, Papy (PSDB).
Antes mesmo da votação, há havia animosidade por parte das transexuais e demais ativistas. Elas cobravam respeito e bradavam que a proposta é um ato de transfobia e ataque a esse público.
Além da consulta das bancadas, houve também pedido de manifestação dos membros da Comissão Permanente da Mulher. Ana Portela (PL) e Luiza Ribeiro (PT) divergiram nos votos, sendo a direitista a favor da proibição da entrada de travestis em banheiros de uso coletivo, com os de shoppings.
Quando Portela iniciou a manifestação, foi interrompida com gritos e xingamentos. Até o presidente Papy foi cortado quando foi falar e adotou tom mais enérgico ante aos ativistas.
”Não vou aceitar esse tipo de movimento aqui. Chega”, bradou o presidente. Ele explicou que todos os vereadores podem e têm o direito à fala, mesmo que estas não agradem a todos.
”Aqui nessa casa se fala pela ordem e quem garante a ordem é o presidente que está na mesa. Aqui as divergências são respeitadas. Ouviremos todos com respeito e peço que não interrompam”, exigiu o chefe da Casa.
A vereadora Ana retomou a palavra e lamentou que ativistas de esquerda e dessa causa falam tanto em respeito, mas não respeitam quando ela, uma mulher, fala.
”A gente tem que dizer o óbvio. Eu não quero dividir banheiro com homens biológicos. Apenas isso”, bradou a direitista.
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