segunda-feira, novembro 2, 2026

Hospital rebate acusação de negligência na morte de adolescente em Nioaque

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Hospital de Pequeno Porte Aroldo Lima Couto negou que houve negligência no atendimento ao adolescente João Arthur Santana da Silva, que faleceu em 10 de março, em Nioaque. A família da vítima cita demora no atendimento e marcas estranhas no corpo do paciente. 

Em nota, a unidade garante que o paciente recebeu assistência da equipe de saúde e foi submetido a condutas e protocolos indicados para o quadro clínico do momento. 

Ainda segundo a unidade, o estado de saúde de João Arthur se agravou durante o atendimento e ele foi submetido às medidas necessárias pela equipe médica e enfermagem, que incluiu procedimentos de suporte avançado. Destaca que o óbito ocorreu após todos os esforços das equipes. 

A entidade afirmou que está à disposição da família para prestar esclarecimentos necessários e ressalta que segue ‘’os protocolos técnicos assistenciais aplicáveis aos atendimentos de urgência e emergência’’. 

O caso 

A morte do rapaz gerou forte comoção e questionamentos sobre o atendimento prestado pelo hospital. A acusação de negligência vem da família do garoto, que cobra respostas. 

O menor procurou atendimento pela primeira vez em 5 de março, quando foi medicado e liberado. Três dias depois, voltou com dor de cabeça intensa, febre alta e vômitos. O exame de sangue constatou dengue, sendo ele medicado novamente com soro, vitaminas, dipirona e bromoprida, e liberado.

Na manhã de 10 de março, João Arthur voltou ao hospital com o quadro agravado. Segundo a família, ele apresentava dores nas costas, febre alta, vômitos com presença de sangue, dificuldade respiratória e saturação de oxigênio em 70%. Mesmo com o estado considerado grave, os familiares afirmam que o jovem aguardou cerca de duas horas para atendimento.

Após ser atendido, o adolescente foi colocado no oxigênio e submetido a exames como ecocardiograma, raio-X e teste para Covid-19. Ainda conforme os relatos, ele entrou na unidade caminhando, conversando e até brincando.

Horas depois, de acordo com o site A Princesinha News, a família foi orientada a deixar o quarto para a realização de um procedimento. Os familiares afirmam que não autorizaram qualquer tipo de intubação. Em seguida, foram informados de que o jovem seria transferido para Aquidauana, devido à instabilidade no quadro clínico.

No entanto, antes mesmo de ser colocado na ambulância, o adolescente passou mal e ficou desacordado. A família relata que ficou sem informações por horas até receber, por volta das 20h, a confirmação da morte. O óbito foi registrado no próprio dia 10 de março.

Um dos relatos mais impactantes foi feito pela irmã do jovem nas redes sociais. Segundo ela, ao ver o irmão após o ocorrido, encontrou-o sozinho em uma sala, com sinais de ferimentos na boca e vestígios de sangue.

A família também questiona a ausência de perícia no caso e o fato de o corpo não ter sido encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML), além de apontar divergências nas informações sobre a causa da morte. Na certidão de óbito, constam como causas: sangramento não especificado, parada cardiorrespiratória e insuficiência respiratória aguda.

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