A escalada de casos de Febre Chikungunya em Dourados deve permanecer, pelo menos, pelos próximos dois meses. Com parte dos pacientes chegando à próxima fase da doença, enquanto novos casos surgem, a perspectiva é de mais pressão em uma rede hospitalar que já possui uma alta taxa de ocupação de leitos e aumento no fluxo de atendimento das UBSs (Unidades Básicas de Saúde).
“O município de Dourados por ser sede de região, já sofre uma pressão na rotina dos leitos. A gente tem os leitos hospitalares com mais de 89%, 90% de ocupação. Com o advento da questão da Chikungunya, a pressão aumenta”, explica Márcio Grei de Figueiredo, secretário da Sems (Secretaria Municipal de Saúde), em entrevista do site local Dourados News.
“Entendemos que teremos aqui ainda mais 8 a 10 semanas de aumento de casos, então é preciso que a gente organize os nossos serviços, a nossa grade hospitalar, para que a gente consiga passar por isso atendendo as pessoas”, complementa.
O secretário pontua que há tratativas com o Governo do Estado para apoio na ampliação da oferta de leitos, para além dos 15 adultos e pediátricos destinados no HRD (Hospital Regional de Dourados) recentemente.
Segundo o prefeito, Marçal Filho (PSDB), há possibilidade de contratação de leitos na rede particular conveniada, se for necessário. Para isso, essas unidades já estariam apresentando sua capacidade de absorver a demanda e também o custo para o poder público.
OCUPAÇÃO DE LEITOS
O Relatório Epidemiológico Diário de Monitoramento divulgado pela prefeitura nesta sexta-feira, dia 27, aponta para 37 pessoas internadas, sendo 20 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), sete no HRD, seis no Cassems, duas no Hospital da Missãi, uma no Unimed e uma no Evangélico Mackenzie.
Já o Informe Epidemiológico Diário que traz o recorte de casos entre a população indígena, aponta para 428 atendimentos hospitalares entre os moradores das aldeias Jaguapiru e Bororó. Esses números incluem a população de Dourados, Itaporã e Douradina, pertencente à Reserva Indígena, onde há um surto da doença.


