segunda-feira, setembro 21, 2026

Soraya revela que Adriane recusou ajuda de R$ 25 milhões e cobrou dos pobres (vídeo)

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Senadora Soraya Thronicke (Podemos) revelou situações bombásticas e criminosas na gestão Adriane Lopes (PP). Ela foi a entrevistadas do ‘’Cara a Cara com Squinelo’’, na manhã desta segunda-feira (30), no TopMídiaNews. 

O que parlamentar destacou é inédito e dá conta que, nos últimos momentos de 2022, quando Lopes já era prefeita (no lugar de Marquinhos Trad) ela conquistou uma verba extra e ofereceu para o Município de Campo Grande. 

”Eu liguei oferecendo o dinheiro e só tinha uma hora e meia para fazer essa remessa. Ela (Adriane) falou comigo e falou ‘vou ver’ e não me retornou’’, lamentou Soraya. A senadora então ligou para Eduardo Riedel (PP) – que nem tinha tomado posse – e ele teria, de pronto, aceitado o dinheiro, que foi direcionado para cidades do interior de MS. 

”Não existe como  uma prefeitura negar recurso”, desabafou. O dinheiro seria para infraestrutura  e poderia ser usado à época, para projeto de pavimentação de dezenas de vias, que hoje estão se esburacando. 

”Não é um direito dela recusar, porque o dinheiro não é para ela, é para o município”, reclamou a senadora do Podemos. 

Moradia 

Outra revelação de Thronicke foi sobre recursos conseguidos por ela na ordem de R$ 10 milhões e destinado à Agehab, do Governo de MS. Porém, ela soube que a Favela do Mandela pegou fogo e era preciso ajudar Campo Grande a conseguir dinheiro para 189 moradias. Adriane tinha recursos para 100 casas e ainda faltavam 89 edificações. 

Ainda segundo a denúncia, a senadora conversou com o governador Riedel e este aceitou destinar parte dos R$ 10 milhões para as 89 casas faltantes. 

”De repente, ela (Adriane) manda um ofício para a Agehab dizendo que já tinha conseguido recursos para as casas faltantes e disse: ‘estou devolvendo”’. Soraya então se revoltou à época, por saber que a prefeita financiou a construção das moradias, fazendo as pessoas de baixa renda pagarem parcelas que tornarão suas vidas muito mais difíceis. 

”Pagar prestação de R$ 200? Sendo que poderia ser de graça. Ou então, por que não mandou o dinheiro para as outras favelas de Campo Grande?”, questionou em tom de forte desabafo. 

A avaliação da senadora é que política é para quem sabe dialogar e não para quem vive de ”picuinha”, se referindo à prefeita. 

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