segunda-feira, setembro 21, 2026

Pai repete gesto de argentina presa no Rio por racismo; vídeo

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Veículos de imprensa da Argentina classificaram como um “escândalo sem fim” o caso envolvendo Agostina Páez, que responde por injúria racial no Rio de Janeiro. A repercussão ganhou novos desdobramentos após a circulação, nas redes sociais, de um vídeo em que seu pai, Mariano Páez, aparece imitando um macaco em um bar. Ele negou a veracidade das imagens, alegando que foram manipuladas por inteligência artificial, enquanto sua namorada afirmou que ele estava “sob efeito do álcool”.

“Provocação de um pai que nunca aprende”, diz a chamada da versão impressa do Clarín. O jornal detalha o episódio envolvendo Mariano Páez e ressalta que o gesto “nunca saiu de cena”. A publicação também relembrou casos de racismo contra Vinícius Júnior na Espanha, incluindo a denúncia contra o argentino Gianluca Prestianni por tê-lo chamado de “macaco”. Outro caso citado foi no reality Gran Hermano, no qual uma participante foi expulsa por declarações racistas.

“Racismo e provocação: um escândalo sem fim”, destaca o La Nación, que trouxe o vídeo como destaque de capa e o classificou como um “doloroso capítulo”. Já o Página 12 descreveu o episódio como um “escândalo internacional” que “não tem fim”, relatando a defesa feita por Stefany Budán.

Agostina Páez, de 29 anos, foi flagrada em 14 de março proferindo ofensas racistas contra um funcionário de um bar, chamando-o de “negro” de forma discriminatória. A confusão começou após ela questionar o valor da conta. Enquanto aguardava a verificação das câmeras, passou a insultar o trabalhador. Imagens registraram o momento em que ela imita um macaco e reproduz sons, além de dizer “mono”.

A Justiça do Rio de Janeiro autorizou seu retorno à Argentina mediante pagamento de caução equivalente a 60 salários mínimos, cerca de R$ 97,2 mil.

Posteriormente, o vídeo de Mariano Páez surgiu, gravado na província de Santiago del Estero. Ele afirma que o material é falso e diz ter sido vítima de chantagem.

A Lei de Racismo de 1989 define crimes resultantes de discriminação coletiva, com pena de 1 a 5 anos de prisão, sendo inafiançável e imprescritível. Já a injúria racial refere-se a ataques individuais com base em raça, cor, etnia, religião ou origem.

Casos podem ser denunciados em delegacias especializadas ou em qualquer unidade policial, presencialmente ou pela internet.

Leia Também: Homem finge interesse em joias, mata vendedora e carboniza corpo



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