Defesa jurídica patrocinada pela Associação e Centro Social dos Militares Estaduais e Pensionistas de Mato Grosso do Sul, a ACS, resultou na soltura de um policial militar, na tarde desta quarta-feira (8). O servidor foi preso por envolvimento na morte de um criminoso, em 31 de março, em Anastácio.
A informação foi celebrada pelo presidente da ACS, Edmar Soares da Silva. Ele destacou que a juíza da comarca de Anastácio colocou os policiais envolvidos na ocorrência em liberdade. A prisão deles foi pedida à Justiça pela própria Corregedoria da PMMS.
”Compartilhamos essa notícia com os familiares lá dos nossos militares”, detalhou Silva. Ele reflete que a soltura dos presos se deu em razão do que chama de ‘’forte atuação e responsável do corpo jurídico da entidade”.
”Estaremos sempre presentes. Qualquer movimentação, injustiça contra nossos policiais, estaremos prontos para atuar”, alertou Edmar.
O caso
O caso ocorreu na madrugada do dia 31 de março, em Anastácio, a 123 quilômetros da Capital. Wellington dos Santos Vieira, 27 anos, morreu durante uma abordagem da Polícia Militar. Familiares alegam que o jovem foi atingido pelas costas e não teria reagido à ação policial.
No entanto, o laudo necroscópico aponta outra dinâmica. De acordo com o exame, Wellington sofreu um disparo na região mandibular esquerda, com trajetória horizontal até a base do crânio, onde o projétil ficou alojado. A informação contraria a narrativa inicial da família sobre um tiro pelas costas.
A Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou Inquérito Policial Militar (IPM) e solicitou a prisão temporária dos envolvidos, medida autorizada pela Justiça. Segundo a corporação, a decisão foi baseada em análise técnica e visa garantir a ordem pública e a lisura das investigações.
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