O balanço financeiro da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos), publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande) desta sexta-feira (10), mostra um cenário de sobra de recursos, mas levanta dúvidas sobre a aplicação do dinheiro.
Segundo os dados de 2025, a agência arrecadou R$ 12,3 milhões, valor bem acima da previsão inicial de R$ 8,5 milhões, demonstrando um excesso de cerca de R$ 3,8 milhões. Mesmo assim, os investimentos para melhorar a estrutura de fiscalização foram baixos.
Na demonstração, é possível ver que a maior parte do dinheiro gasto pela Agereg foi destinada à folha de pagamento. As despesas com “Pessoal e Encargos” somaram R$ 6,2 milhões ao longo do ano. Já os investimentos em equipamentos, tecnologia ou estrutura ficaram em apenas R$ 54,8 mil.
Apesar disso, a agência fechou o ano com superávit de R$ 4,57 milhões. Além disso, manteve R$ 2,1 milhões em caixa na virada para 2026.
Outro ponto que chama atenção é que, mesmo com dinheiro disponível, a Agereg deixou de pagar cerca de R$ 543 mil em despesas ainda em 2025. Desse total, R$ 475,5 mil são valores já reconhecidos, identificados como restos a pagar processados, e R$ 67,9 mil ainda não processados.
A origem da maior parte da arrecadação também aparece de forma genérica no balanço. Mais de R$ 11,6 milhões vieram da rubrica “Exploração do Patrimônio Imobiliário do Estado”, sem detalhamento sobre quais ativos geraram essa receita.
Criada para fiscalizar serviços como transporte coletivo, abastecimento de água e coleta de lixo, a Agereg tem como função garantir qualidade e equilíbrio nos serviços prestados à população.
A reportagem procurou a prefeitura de Campo Grande para falar sobre o assunto, mas até a publicação desta matéria não teve resposta. O espaço segue aberto para manifestações futuras.


