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Ex-vereador Tiago Vargas chora e anuncia que usará tornozeleira eletrônica (vídeo)

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Ex-vereador por Campo Grande, Tiago Vargas publicou um vídeo nas redes sociais informando que foi notificado pela Justiça para instalar uma tornozeleira eletrônica nas próximas 48 horas. Visivelmente abalado, Vargas relatou que deverá utilizar o equipamento de monitoramento por um ano e três meses.

A determinação judicial é desdobramento de uma condenação por crimes contra a honra (injúria e difamação) em um processo movido pelo ex-governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja. Além da restrição de liberdade convertida em prisão domiciliar com monitoramento eletrônico, Vargas informou que a indenização por danos morais estipulada no processo, que inicialmente era de R$ 20 mil, foi elevada para R$ 80 mil.

Durante a gravação de quase dez minutos, Tiago Vargas negou ter cometido crimes de corrupção e argumentou que a condenação é uma retaliação por ter chamado o ex-governador de “corrupto”.

O ex-vereador classificou o episódio como perseguição política movida pelo “sistema” e por um “grupo criminoso” no Estado. Apesar do choro e de relatar esgotamento mental, além de pensamentos contra a própria vida após a morte da mãe por Covid-19, em 2021, Vargas afirmou não se arrepender das acusações feitas a Azambuja e declarou que “faria tudo de novo”.

Histórico de inelegibilidade

No mesmo vídeo, Vargas confirmou aos seguidores que está inelegível até 2028 e, portanto, não disputará as eleições municipais deste ano.

O impedimento eleitoral de Tiago Vargas não está atrelado diretamente a este processo de injúria, mas sim ao seu desligamento da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Ele foi demitido da corporação após responder a um PAD (Processo Administrativo Disciplinar) por infrações funcionais.

A Justiça validou a demissão a bem do serviço público, o que enquadrou o ex-policial na Lei da Ficha Limpa. Foi essa condição jurídica que o impediu de assumir o mandato de deputado estadual nas eleições passadas, mesmo tendo recebido votos suficientes para o cargo, e que barrou juridicamente sua tentativa de manutenção e reeleição na Câmara Municipal de Campo Grande.

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