A mobilização registrada na Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, faz parte da 27ª Semana Nacional em Defesa e Promoção da Educação Pública. A ação reúne educadores de diversos municípios com o objetivo de chamar a atenção para demandas consideradas urgentes pela categoria, envolvendo desde questões previdenciárias até melhorias estruturais no sistema público de ensino.
Em Mato Grosso do Sul, os professores destacam quatro principais reivindicações. A primeira é o fim do ‘Confisco’, uma cobrança de 14% sobre os salários de profissionais aposentados, medida que a categoria classifica como injusta, já que os servidores contribuíram ao longo de toda a vida.
A segunda é a manutenção da política de piso salarial para jornadas de 20 horas semanais na rede estadual e municipal. Segundo os educadores, a garantia salarial impacta diretamente na valorização profissional e na qualidade de ensino oferecido aos alunos.
Os manifestantes também cobram a realização urgente de concurso público na rede estadual. De acordo com a categoria, mais da metade dos profissionais atualmente atua em regime temporário, o que gera alta rotatividade nas escolas e prejuízos ao processo de aprendizagem.
Além disso, os professores se posicionam contra a terceirização da educação pública e defendem a campanha “Valorize a Escola Pública”, que reforça a importância do ensino gratuito e acessível, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade social.
A programação da mobilização segue até sexta-feira (17). Nesta quarta-feira (15), está prevista uma marcha em Brasília, que deve reunir educadores de todo o país. Mato Grosso do Sul deve participar com uma das maiores caravanas do movimento.


