sábado, outubro 31, 2026

Suplente de Carlos Bolsonaro mantém assessores suspeitos de rachadinha

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Carlos Bolsonaro conseguiu manter seis de seus assessores no gabinete de sua suplente, Alana Passos, na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. O filho “zero dois” de Jair Bolsonaro renunciou ao cargo em dezembro de 2025 para concorrer ao Senado por Santa Catarina.

Dos seis assessores repassados a Passos, três estão no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal ou pelo Ministério Público do Rio de Janeiro.

Um dos assessores é Jorge Luiz Fernandes, que era chefe de gabinete de Carlos Bolsonaro. Fernandes recebeu um aumento de mil reais no gabinete da suplente e, a partir de janeiro deste ano, passou a ganhar R$ 27,8 mil por mês.

De acordo com as investigações, o então chefe de gabinete seria o líder de uma organização criminosa que arrecadou cerca de R$ 1,9 milhão entre 2005 e 2019. O valor teria sido devolvido a Carlos Bolsonaro por funcionários nomeados no gabinete. A investigação sobre a suposta prática de “rachadinha” foi retomada no início de 2026.

A outra assessora mantida por Alana Passos é Luciana Paula Garcia. Ela foi alvo da Polícia Federal, em 2024, nas investigações sobre a “Abin paralela”. A corporação apurou a existência de uma agência de espionagem que seria mantida por Carlos Bolsonaro.

Garcia, segundo as investigações, pediu informações a Alexandre Ramagem — então diretor da Abin — sobre inquéritos envolvendo o ex-presidente Jair Bolsonaro e seus filhos. Ela recebe R$ 18,8 mil por mês.

Nelson Alves Rabello, um dos assessores mais longevos da família Bolsonaro, também foi mantido pelo mandato de Alana Passos. Rabello foi alvo de investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro na época em que trabalhou no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro determinou, em 2019, a quebra do sigilo bancário de Rabello. Na ocasião, o MP investigava a existência de um esquema de “rachadinha” no gabinete de Flávio. A ação foi arquivada. Como assessor de Alana Passos, Rabello recebe agora R$ 7,8 mil mensais.

Além dos três que já foram investigados, a suplente de Carlos Bolsonaro também manteve Julia Wanderley, Alexis Diniz Queiroz e Rodrigo Thomé Torres. Procurada pela coluna, Alana Passos não quis se manifestar.

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