Mais de 10 anos, o irmão de Fabrício Filiu da Silva, de 30 anos, também teria sido assassinado em Campo Grande. Hoje (16), Fabrício foi baleado mais de 30 vezes e morreu enquanto era atendido em uma barbearia localizada na Rua Catiguá, região do Bairro Jardim Canguru, em Campo Grande.
Os detalhes do crime não chegaram a ser divulgados. Porém, publicações nas redes sociais detalharam que o rapaz, identificado como Anderson, teria sido morto em outubro de 2015.
“Hoje só queria você aqui comigo, poder te abraçar e falar o quanto te amo. Mas, infelizmente, isso não pode acontecer. Saudades tá demais, neguinho”, publicou a irmã de Anderson e Fabrício.
Como homenagem para o irmão, Fabrício teria feito uma tatuagem com o rosto de Anderson. O ato também foi comemorado nas redes sociais. “Ficou top. Sem palavras! “Oh, saudade!”, disse um comentário.
Assassinato
Testemunhas detalharam que a vítima estava fazendo a barba quando dois homens armados entraram no estabelecimento. Ao ver a cena, ele levantou as mãos e obedeceu às ordens emanadas pela dupla, para ‘sair do local’.
Neste momento, ele foi alvejado mais de 30 vezes, assustando o proprietário da barbearia, outros clientes e funcionários da Emei, que ouviram os disparos e correram para proteger as crianças.
Fabrício morreu ainda no local. A Polícia Militar foi acionada, fazendo o isolamento da área até a chegada da Polícia Civil e da Perícia Técnica.
Passagens
Fabrício tinha mais de 40 passagens pela polícia e era conhecido como ‘Dono da Boca’. Conforme apurado pela reportagem, o rapaz colecionava fichas por homicídio, receptação, resistência, porte ilegal de arma de fogo, roubo, tráfico de drogas e outros.
Como autor, ele consta em mais de 20 ocorrências, evidenciando Fabrício como um indivíduo de alta periculosidade, segundo detalhes repassados pela polícia.
As notícias do assassinato dele circularam nas redes sociais como ‘mataram o dono da boca’. Apesar disso, a ligação dele no comando de uma boca de fumo na região não chegou a ser comentada pelas autoridades.
Moradores detalharam para o TopMídiaNews que Fabrício era muito conhecido no bairro, pois mora na região desde criança. Apesar de não aceitarem dar entrevistas, explicaram que ele e toda a família sempre foram muito tranquilos e respeitosos.
Por conta disso, ninguém estaria entendendo qual seria a motivação do crime que ceifou a vida do rapaz.


