domingo, abril 26, 2026

Relembre ataques de Trump ao papa Leão 14 e reações do pontífice

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CRÍTICAS A GUERRA E INÍCIO DE TENSÕES

29 de março
Durante a celebração do Domingo de Ramos, o papa Leão 14 declarou que “Deus rejeita as orações de líderes que fazem guerras”, cujas mãos estão “cheias de sangue”, um dia após o conflito no Irã completar um mês.

“Este é o nosso Deus: Jesus, rei da paz, que rejeita a guerra, a quem ninguém pode usar para justificar a guerra”, disse Leão à multidão que o assistia na Praça de São Pedro.

O sumo pontífice também lamentou que cristãos no Oriente Médio sofram as consequências de um “conflito atroz” e que não possam celebrar a Páscoa.

12 de abril
O presidente americano fez sua primeira declaração atacando diretamente o papa pela forma como criticava a política externa de seu governo.
Em sua rede, a Truth Social, Trump disse que Leão 14 era “fraco com a criminalidade e terrível para a política externa”, além de sugerir que o papa deveria “se concentrar em ser um grande papa, e não um político”.

RESPOSTA DO PONTÍFICE AOS ATAQUES

13 de abril
Um dia após a declaração, o pontífice -que é o primeiro americano da história a assumir a posição-respondeu que “não tem medo” do governo Trump.

Durante sua viagem de dez dias pela África, Leão 14 falou a jornalistas que “não é um político” e não queria debate com o presidente dos EUA.

“Não acho que a mensagem do Evangelho deva ser abusada como alguns estão fazendo. Eu vou continuar a falar fortemente contra a guerra, buscando promover a paz, o diálogo e o multilateralismo entre os Estados para encontrar soluções”, declarou o papa.

Horas antes, o presidente americano pronunciou em suas redes que Leão 14 somente foi escolhido para o cargo pois é americano. “Eles (a Igreja) acharam que seria o melhor modo de lidar com o presidente Donald J. Trump.”, disse o republicano.

REAÇÕES DE TRUMP

13 de abril
Mais tarde no mesmo dia, Donald Trump fez mais uma provocação ao pontífice, publicando em suas redes sociais uma imagem gerada por inteligência artificial, onde aparece vestido como Jesus Cristo, com a mão apoiada sobre a testa de um homem doente e com a bandeira dos EUA ao fundo.

Horas depois, a publicação foi apagada. Em entrevista a repórteres, Trump declarou que foi ele mesmo quem havia publicado a imagem. “Achei que fosse eu como médico e que tivesse a ver com a Cruz Vermelha, como um trabalhador da Cruz Vermelha, que nós apoiamos”, disse o presidente, que culpou a imprensa pela comparação com Jesus.

“Só a imprensa falsa poderia inventar essa. Acabei de ouvir sobre isso e disse: como eles chegaram a essa conclusão? A ideia é que eu fosse um médico, fazendo as pessoas se sentirem melhor -e eu faço as pessoas se sentirem melhores.”

15 de abril
Dois dias após a polêmica da imagem, Trump compartilhou mais uma imagem gerada por inteligência artificial, na qual aparece sendo abraçado por Jesus.

Na postagem feita na rede Truth Social, o presidente republicou o tuíte de um usuário do X que disse que Deus deveria estar jogando sua “carta Trump”. Na legenda, Trump disse: “Os lunáticos da esquerda radical podem não gostar disso, mas eu acho bem legal!!!”, em mais uma provocação à Igreja Católica.

16 de abril
Em sua mais recente crítica a Leão 14, Trump disse: “O papa precisa entender -é muito simples- o Irã não pode ter uma arma nuclear. O mundo estaria em grande perigo”, disse ele a repórteres na Casa Branca.”

Para o presidente americano, o sumo pontífice pode “falar o que quiser”, e “quer que ele fale o que quiser”, mas que pode “discordar dele”. “Eu acho que o Irã não pode ter uma arma nuclear”, disse Trump.

DECLARAÇÕES DO PAPA PELA PAZ

15 de abril
Após as publicações, o pontífice voltou a se pronunciar pela paz no mundo.
Em Camarões, Leão 14 afirmou: “É tempo de examinar nossas consciências e dar um ousado salto adiante. Para que a paz e a justiça prevaleçam, as correntes da corrupção, que desfiguram a autoridade e retiram dela sua credibilidade, precisam ser quebradas”.

16 de abril
O papa criticou líderes que gastam em guerras, afirmando que o mundo está “sendo assolado por um grupo de tiranos” em seu mais recente pronunciamento durante sua visita a Camarões.

Ao público que o acompanhava na cidade de Bamenda -que vem sofrendo com uma onda de violência em meio a um conflito de insurgentes contra o regime de Paul Biya- Leão 14 condenou o “ciclo sem fim de desestabilização e morte” da região e afirmou: “A paz não é algo que precisamos inventar. É algo que precisamos abraçar, aceitando nosso vizinho como irmão ou irmã.”

Leia Também: Trump diz que Israel está proibido de bombardear o Líbano

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