O superintendente do Ministério da Saúde em MS, o médico Ronaldo Costa, repudia a ideia da prefeitura em terceirizar a Saúde em UPAs e CRSs. Ele foi o entrevistado do programa ”Cara a Cara com Squinelo”, na manhã desta segunda-feira (20), em Campo Grande.
Ronaldo citou os princípios constitucionais do Sistema Único de Saúde, que são ofertar o serviço de forma universal, gratuita e com equidade. Ele observou que o município despendeu R$ 2,25 bilhões em 2025 com a saúde, mas não foi suficiente para atender à demanda da população local, de 900 mil habitantes O montante é somatória dos recursos próprios, do dinheiro do governo estadual e federal.
”É uma situação que precisa ser compreendida”, refletiu Costa. Ele citou que intriga o fato de a administração municipal não querer executar os serviços de saúde e terceirizar o trabalho para empresas.
“Por que quer abrir mão dessa prerrogativa, fazendo a Saúde ficar nas mãos de quem tem interesse lucrativo?”, disse Ronaldo. Ele entende que as empresas ou organizações não vão ter a mesma composição de interesses daquilo que a Constituição reza.
“Quando você coloca empresa você coloca o interesse do lucro. E o lucro (para as empresas) no SUS vem do desserviço, mau serviço ou precarização”, garantiu o superintendente.
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