A sequência de mortes envolvendo confrontos com a polícia de Mato Grosso do Sul entre o sábado (25) e a segunda-feira (27) impressiona: sete suspeitos foram mortos em diferentes cidades do Estado.
O primeiro foi Edivaldo Gomes dos Santos, conhecido como ‘Hungria’, morto em uma operação do Batalhão de Choque na noite de sábado (25), no bairro Nova Rio Verde, Rio Verde de Mato Grosso, a 210 quilômetros de Campo Grande.
Ele já era investigado pela Justiça por envolvimento em um roubo armado de uma motocicleta no município dias antes, e pelo envolvimento em um homicídio em Coxim, em que o veículo roubado foi utilizado para o crime.
Por meio de denúncias, a polícia estava em diligências pela cidade atrás do suspeito. Ao ser abordado pelos agentes, ele abandonou a moto e se escondeu em casa, no bairro Jardim Semiramis.
Ao ser abordado pelos militares do Choque, o suspeito reagiu e atirou contra os agentes, dando início ao confronto. Durante a troca de tiros, o homem foi atingido. Ele chegou a ser socorrido pela própria equipe policial e encaminhado ao HGPAC (Hospital Geral Paulino Alves da Cunha), porém não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada na unidade hospitalar.
No sábado, um policial de folga foi responsável pela morte de Elisberto Santos, conhecido como ‘Beto’, durante confronto no bairro Cohab, em Fátima do Sul. Ele estava armado com um facão e investiu contra o agente da segurança pública.
O suspeito, armado com o facão, teria invadido uma casa na Rua José Silva, na esquina com a Ilma Soares, quebrado a vidraça do imóvel e quem estava no local entrou em desespero ao perceber a invasão.
Uma mulher então buscou ajuda de um PM que mora nas proximidades. O militar abordou o agressor, deu ordem de rendição, que não foi obedecida, e partiu para cima do militar. Beto foi baleado no tórax e morreu no local.
Ainda no domingo, considerado ‘sangrento’ em Mato Grosso do Sul, três homens morreram em confronto com a Polícia Militar de Costa Rica, no Polo Industrial do município.
A PM recebeu, por meio de denúncia anônima, informações de que os homens estariam se articulando para realizar um ataque criminoso motivado por disputas entre organizações criminosas. A ação foi realizada por volta das 23h da noite de domingo, quando a polícia recebeu a denúncia indicando que os homens estariam escondidos em uma funilaria portando armas de fogo.
Os homens foram identificados como Luiz Carlos Rosa Junior, também conhecido como ‘Terrorista’, de 25 anos, com mais de 75 ocorrências na polícia; Clayton Nogueira Furtado, chamado de ‘Evolução’, de 38 anos, com mais de 20 passagens; e Victor Kennedy Neves Rodrigues, de 25 anos, com mais de 10 ocorrências na polícia. Todos já haviam sido autuados por crimes como tráfico de drogas e violência ou ameaça à integridade de terceiros.
Em Campo Grande, Carlos Carneiro Pinto, de 41 anos, foi vítima de uma abordagem policial no Jardim Noroeste, também no domingo. No dia do ocorrido, o homem teria ido até a casa da ex-namorada e teria pedido para usar o banheiro da residência. Na casa estava o filho de 19 anos da ex-companheira de Carlos com um amigo.
Após sair do banheiro, Carlos teria entrado em surto e começado a ameaçar os dois jovens de morte, momento em que se apossou de um facão e avançou contra os dois rapazes.
Para fugir das investidas, o amigo do rapaz de 19 anos se escondeu dentro do banheiro da residência, e o filho da ex-companheira de Carlos fugiu para fora da casa. O jovem chamou a Polícia Militar e pediu socorro para pessoas que passavam pela rua.
Quando a equipe da Polícia Militar chegou à residência, identificou o jovem gritando por socorro e Carlos ainda em posse do facão dentro da casa. Após receber ordens para que soltasse a arma branca, Carlos investiu contra os policiais, que utilizaram tasers para contê-lo, sem conseguir resultados.
Diante do ataque contínuo, um dos policiais presentes realizou diversos disparos contra o homem, que conseguiu avançar mais dois passos antes de cair ao solo já sem vida. O homem foi atingido por disparos de arma de fogo no antebraço esquerdo, bíceps esquerdo, abdômen e na clavícula direita.
Carlos tinha um histórico de registros por violência doméstica, e a sua ex-namorada também havia prestado queixa por invasão de domicílio e danificação de objetos pessoais em 2024 contra o homem.
Semana com começo violento
Fabrício Trouch morreu durante um confronto com o Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Bancos, Assaltos e Sequestros) durante a Operação Leviatã, deflagrada na manhã desta segunda-feira (26), em Coxim, a 266 quilômetros de Campo Grande.
Conforme as informações iniciais, as equipes estavam cumprindo mandados no Bairro Senhor Divino quando ocorreu o confronto. O homem chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e acabou falecendo no Hospital Regional Álvaro Fontoura Silva.
A operação contou com o apoio de um helicóptero utilizado em ações especiais, o que chamou a atenção de moradores de diferentes regiões da cidade.


