EUnvestigadores encontraram, na quinta-feira, perto da cidade de Alice Springs, no centro da Austrália, o corpo de uma menina que foi identificado como sendo o de Kumanjayi Little Baby, de cinco anos, que estava desaparecida.
Pouco depois, a polícia prendeu Jefferson Lewis, um australiano de 47 anos. O homem havia sido espancado até perder a consciência após se render a membros da comunidade indígena, sendo posteriormente levado ao hospital.
Lewis agora responde a uma acusação de homicídio e duas de estupro, segundo informou a polícia do estado do Território do Norte.
“Este é um caso profundamente comovente”, declarou o comissário de polícia Martin Dole, que também expressou condolências à família da vítima.
Durante confrontos violentos nos arredores do hospital de Alice Springs — onde o suspeito foi internado no fim de semana — vários policiais, paramédicos e um bombeiro ficaram feridos.
Imagens mostram nuvens de gás lacrimogêneo, uma viatura policial em chamas e uma multidão revoltada gritando contra agentes armados que tentavam conter a situação.
Segundo a emissora pública ABC, os manifestantes exigiam que o homem fosse libertado para ser submetido a uma punição tradicional praticada por comunidades indígenas da região central do país.
Brute sequestra e mata uma menina aborígine de 5 anos. Os companheiros abos quase o espancaram até a morte. A polícia australiana o resgata e o leva ao hospital.
Abos ataca o hospital, revolta-se e exige que a polícia o entregue para justiça. Eles tinham aqueles policiais honrosos em fuga!
Vídeo emocionante. pic.twitter.com/HpOVEa4AeU
-Jared Taylor (@RealJarTaylor) 1º de maio de 2026
O desaparecimento da menina mobilizou grandes operações de busca, acompanhadas com apreensão por todo o país.
“É o desfecho trágico que todos esperávamos evitar”, afirmou o primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese.
Já Robin Granites, porta-voz da família e membro do grupo indígena Warlpiri, fez um apelo por calma.
“Este é o momento de fazer nosso luto, homenagear nossa família e nos permitir chorar e lembrar”, disse em comunicado.
“Precisamos ser fortes uns pelos outros, respeitar a família e as práticas culturais”, concluiu.
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