terça-feira, maio 5, 2026

Instagram vai reduzir alcance de contas que não produzem conteúdo

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Ó Instagram anunciou que passará a priorizar conteúdos originais em seu sistema de recomendações. Na prática, contas que se baseiam na repostagem de vídeos e publicações de outras plataformas podem enfrentar dificuldades para crescer dentro da rede social da Meta.

A mudança tem como objetivo valorizar criadores que produzem conteúdo próprio, em vez de páginas que apenas agregam materiais de terceiros.

“Se a tua conta posta sobretudo publicações com reels, fotografias ou carrosséis não originais que não tenha criado ou editado de forma significativa, poderá não aparecer nas recomendações para novos públicos”, informou a Meta em publicação no blog oficial.

Embora a empresa reconheça que páginas que usam memes populares podem ser impactadas, a recomendação é que esses perfis também passem a “produzir algo original”, como novas edições ou adaptações criativas. A Meta também ressalta que apenas dar crédito ao autor original não será suficiente para evitar os efeitos das mudanças.

Segundo a companhia, para não ser prejudicada pelo novo algoritmo, a “maioria” das publicações feitas nos últimos 30 dias deve ser composta por conteúdo original.

União Europeia ameaça multar Meta

Paralelamente às mudanças no Instagram, a Meta também enfrenta pressão regulatória na Europa. A Comissão Europeia indicou que pode aplicar uma multa à empresa por falhas no controle de acesso de menores de 13 anos ao Facebook e ao Instagram.

Em comunicado, o órgão afirmou que, de forma preliminar, concluiu que as plataformas “violam a Lei dos Serviços Digitais por não identificarem, avaliarem e mitigarem efetivamente os riscos de menores de 13 anos acederem aos seus serviços”.

Apesar de os termos de uso estabelecerem idade mínima de 13 anos, a Comissão avalia que “as medidas que foram implementadas para garantir esta restrição não parecem eficazes”.

Segundo o executivo europeu, os mecanismos atuais “não impedem adequadamente que menores de 13 anos acessem seus serviços nem os identificam ou removam prontamente caso já tenham conseguido acessá-los”.

“Por exemplo, quando criam uma conta, menores de 13 anos podem inserir uma data de nascimento falsa para que tenham mais de 13 anos sem que haja qualquer controle efetivo para verificar a veracidade da data de nascimento inserida”, aponta o comunicado.

Outro ponto criticado é o sistema de denúncia. De acordo com a Comissão, a ferramenta disponível “é difícil de usar e não é eficaz, uma vez que requer até sete ‘clicks’ apenas para se conseguir chegar ao relatório de denúncia, que não é automaticamente pré-preenchido com a informação do utilizador”.

Além disso, mesmo após a denúncia, nem sempre há ação imediata. “E mesmo quando um menor de 13 anos é denunciado por se encontrar abaixo da idade mínima, muitas vezes não há seguimento adequado e o menor em questão pode simplesmente continuar a usar o serviço sem qualquer tipo de verificação”.

A Comissão Europeia afirma que as plataformas precisam “reforçar as suas medidas para prevenir, detetar e remover menores de 13 anos de utilizarem os seus serviços”.

“A Meta também deve combater e mitigar efetivamente os riscos que os menores de 13 anos podem correr nas plataformas, que devem garantir um alto nível de privacidade, segurança e proteção para os menores”, completa.

A empresa agora tem a possibilidade de responder às conclusões preliminares e implementar mudanças. Caso contrário, se as irregularidades forem confirmadas, a Meta poderá ser multada em até 6% do faturamento anual global.

“A Comissão pode também impor sanções pecuniárias compulsórias para obrigar a plataforma ao cumprimento”, informou o órgão.

A vice-presidente da Comissão Europeia, Henna Virkunnen, responsável pela área de Soberania Tecnológica, destacou que as regras precisam sair do papel. “O DSA obriga as plataformas a garantir suas próprias regras: os termos e condições não devem ser apenas declarações escritas, mas a base para ações concretas para proteger os usuários – incluindo crianças”, disse ele.

As conclusões fazem parte de uma investigação formal aberta em maio de 2024, diante de preocupações com possíveis falhas na proteção de menores nas duas redes sociais.

Meta afirma que discorda de conclusões e que adota medidas para controlar acesso. Bloco europeu diz que medidas adotadas pela empresa são ineficazes para comprovar idade

| 21h23 – 29/04/2026

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