quarta-feira, maio 6, 2026

Mulher perde R$ 16 mil em golpe de construtor em MS e relata ameaças

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Uma mulher, que preferiu não se identificar, denunciou novamente o construtor acusado de dar golpes em Mato Grosso do Sul. A mulher teve um prejuízo de mais de R$ 16 mil ao contratar o homem e agora teme represálias por ter denunciado o caso. 

Segundo ela, o homem foi contratado para realizar a construção de um chalé no município de Corguinho, a 78 km de Campo Grande, e recebeu o pagamento inicial de R$ 16 mil para dar início à obra. A vítima afirma que, depois de um mês, o chalé ainda não estava pronto, o que teria passado o prazo combinado com o construtor. 

O homem não deu continuidade à obra, e a mulher se recusou a pagar a segunda metade do valor da obra. 

“A vítima que ainda saiu mais na vantagem fui eu, porque ele pelo menos começou a construir alguma coisa no meu terreno. Eu tentei conseguir o meu dinheiro de volta, mas não consegui, e negociei com ele. Então, ele terminaria a minha obra e eu compraria o material, mas ele não apareceu”. 

Após uma outra vítima ter denunciado o golpe que levou do homem, a mulher entrou em contato com ela e descobriu que se tratava do mesmo construtor. Após semanas tentando conseguir o seu dinheiro de volta, a vítima tentou negociar mais uma vez com o construtor.  

Eles combinaram que o homem terminaria a obra dela, mas que ela não entregaria a segunda metade do valor e compraria os materiais necessários para terminar a obra, pagando pela mão de obra apenas quando a construção fosse concluída. 

“Eu comprei todo o material necessário, mas ele não apareceu. Eu precisei sair do trabalho e ir receber todo o material, porque ele não apareceu para fazer o serviço”. 

Além de todo o prejuízo, agora a mulher teme por alguma represália. A mulher explica que recebeu um áudio do construtor afirmando que sabia quem teriam sido os mandantes de supostos invasores armados dentro de sua casa, e que, caso o ocorrido voltasse a se repetir, ele iria devolver da mesma forma porque “há vários cobradores na cidade” e ele “não tem mais nada a perder”. 

Essas falas foram realizadas em áudio e encaminhadas para a vítima no dia 13 do mês passado. Segundo o homem, a ação da mulher e das demais vítimas atrapalhou a vida dele, e por isso ele teria perdido muitos contratos e serviços, e só por isso não conseguia devolver às pessoas os valores. 

“Eu fiquei com medo e tentei denunciá-lo por ameaça, mas na delegacia não quiseram nem ouvir o meu caso. Corri para denunciá-lo na polícia pelo golpe, mas me disseram que eu tinha que ir primeiro ao Pequenas Causas, e eu fui, mas, chegando lá, me disseram que não valia a pena entrar contra ele na justiça porque, mesmo que ganhasse, ele não tem nada no nome dele. 

A mulher afirma não saber mais o que fazer, já que não conseguiu prestar queixa e precisou pagar para um outro construtor finalizar a obra do chalé.   De acordo com a mulher, três vítimas conseguiram realizar boletim de ocorrência sobre o caso, e duas pessoas ganharam na justiça contra o construtor, e afirma que não consegue entender por que, no seu caso, nada pode ser feito. 

A reportagem tentou contato com o número disponibilizado pela vítima, mas não obteve retorno. O espaço fica aberto para posicionamento dos interessados.

Construtor nega acusações de golpe 

Em entrevista, o construtor negou as acusações e golpes feitos pela mulher. O homem alega que o contrato realizado com a mulher seria cumprido, e que ele teve problemas para cumprir os prazos estabelecidos. 

“Nós realmente estávamos fazendo o trabalho para ela. O valor dado pela cliente foi de 50% do valor do serviço; com isso, nós construímos 80% do chalé para ela. Em seguida, tivemos alguns imprevistos com ela e outros clientes.” 

O homem confirma a versão dada pela cliente de que ele não compareceu à obra, mesmo após a mulher comprar o material e ter feito um acordo com ele, mas afirma que isso foi apenas um problema com a data, e não um golpe. Além disso, o construtor afirma que quem enviou homens armados até a sua casa foi a contratante do serviço e outras clientes. 

“Fizemos um acordo com a cliente em que ela nos propôs parar com a obra e ninguém teria que devolver os valores pagos por ela, porque eles foram usados na obra. Após o acordo, entreguei a chave da propriedade para ela e, até então, estava tudo ok. O valor que faltava ela nos pagar, ela iria pagar outra pessoa para concluir a obra. Depois da entrega da chave, começaram as perseguições, ameaças e pessoas armadas adentrando minha antiga residência a mando dela”. 

O alegou que todas as acusações feitas contra ele até o momento são falsas e caluniosas. 

 

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