Paradas há 5 anos, as obras do corredor e transbordo da Gunter Hans seguem gerando problemas para quem passa pela região diariamente. Nesta terça-feira (5), mais um acidente teria sido causado por conta do ‘elefante branco’, matando o jovem Victor Cosme Viana, de 17 anos, em Campo Grande.
A obra foi lançada em 2021, com o intuito de dar mais mobilidade ao transporte público, evitando deslocamentos entre as faixas e criando um corredor de ônibus na via. Por isso, seriam criados ‘pontos de transbordo’. Apesar disso, foram feitas apenas as estruturas secas, com paredes em alguns trechos que reduziram de três para apenas duas faixas na via.
Palco de reclamações pela forma como foi montada e planejada, o empreendimento não caiu no agrado de quem precisa dirigir pela avenida, e a prefeitura se recusa a dar respostas sobre o projeto.
Para o TopMídiaNews, o vereador e presidente da Câmara dos Vereadores de Campo Grande, Papy (PSDB), detalhou que há tempos cobra um retorno. “Vou lá constantemente. A obra gera diversos problemas e acidentes quase que semanais. Já fizemos várias cobranças, mas sempre respondem que está judicializada essa questão. É um descaso e uma vergonha”, afirmou.
Além disso, ele detalhou que haverá uma audiência pública sobre o assunto. Porém, ainda não há uma data definida.
O vereador Maicon Nogueira (PP) também está na lista de ignorados pelo Executivo. “Ouvimos na época, por parte do ex-secretário de obras, que no momento a prefeitura não tinha recursos para terminar as obras. Ocorre que pedidos, requerimentos e demais iniciativas da Câmara não têm surtido efeito porque a decisão da prefeitura é fugir dos assuntos urgentes da cidade por meio de respostas evasivas”, detalhou.
Vidas perdidas por falta de planejamento urbano
O trecho já foi palco de vários acidentes, sejam leves ou até graves, e, infelizmente, algumas acabaram perdendo a vida em decorrência da obra inacabada. O caso mais recente seria a morte de Victor. No entanto, ele não foi a única vítima.
Outro acidente de grande repercussão foi a morte de Ângelo Antônio Alvarenga Peres, que faleceu no dia 30 de novembro após o carro em que ele estava colidir contra a mureta em um trecho desativado da obra. O grupo, na época, comemorava a vitória do Flamengo na Libertadores 2025. Além de Ângelo, o amigo dele, Daniel Moreti Nogueira, de 26 anos, também faleceu por conta do acidente.
Até o momento, a prefeitura de Campo Grande não tem um prazo para finalização da obra, que segue causando transtornos na região sem ser devidamente utilizada, e não retornou sobre o assunto até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para manifestações futuras.
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