Um levantamento do Observatório do Clima sobre risco ambiental e fragilidade fiscal revelou que o Mato Grosso do Sul possui cerca de 32% dos municípios em situação considerada crítica, colocando o estado em 12° da lista entre os mais vulneráveis.
O estudo analisou dados de todo o país e identificou cidades que enfrentam uma combinação preocupante: alto risco de desastres naturais, como enxurradas e deslizamentos, aliado à baixa capacidade financeira das prefeituras para lidar com esses problemas.
Ao todo, 29% dos municípios brasileiros estão nessa condição de múltiplas vulnerabilidades. No ranking nacional, estados das regiões Norte e Nordeste concentram os piores índices, mas o Centro-Oeste também aparece em alerta, com destaque para Goiás (65%), Mato Grosso (36%) e Mato Grosso do Sul (32%).
Municípios sul-mato-grossenses em alerta
Entre os municípios citados com indicadores mais preocupantes estão Angélica e Mundo Novo, que aparecem na lista de localidades com maior combinação de risco ambiental e fragilidade fiscal.
Essas cidades apresentam dificuldades tanto na prevenção quanto na resposta a eventos climáticos extremos, o que aumenta o impacto de possíveis desastres sobre a população.
O estudo aponta ainda que existe uma forte desigualdade territorial no Brasil, com municípios mais pobres sendo justamente os mais expostos a riscos ambientais. Isso cria um ciclo difícil de romper: regiões com menos recursos têm menos capacidade de investir em infraestrutura, prevenção e resposta a emergências.
Especialistas do Observatório destacam que, diante desses resultados, é fundamental priorizar investimentos públicos e políticas de adaptação climática nas áreas mais vulneráveis.


