O deputado federal sul-mato-grossense Marcos Pollon (PL) está entre os parlamentares citados em uma apuração preliminar aberta pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, para investigar possíveis irregularidades no envio de emendas parlamentares destinadas a projetos culturais ligados ao filme “Dark Horse”, cinebiografia do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A decisão foi tomada nesta sexta-feira (15) e mira recursos direcionados a entidades relacionadas à produtora responsável pelo longa-metragem. Entre as instituições mencionadas estão o Instituto Conhecer Brasil (ICB), Academia Nacional de Cultura (ANC), Go Up Entertainment e Conhecer Brasil Assessoria.
Além de Pollon, também são alvo da apuração os ex-deputados Alexandre Ramagem e Carla Zambelli, além dos deputados federais Bia Kicis e Mario Frias, todos filiados ao Partido Liberal (PL).
Segundo o STF, a investigação busca esclarecer se houve direcionamento irregular de emendas parlamentares para produções audiovisuais, incluindo o filme sobre Bolsonaro. O deputado Mario Frias, que também atua como produtor-executivo do longa, chegou a afirmar nas redes sociais que a produção não utilizou dinheiro público nem recursos ligados ao Banco Master.
No caso de Pollon, o parlamentar é apontado no documento como aliado próximo da família Bolsonaro. O texto também relembra que o deputado recebeu parecer favorável para suspensão do mandato por dois meses devido à participação em um motim bolsonarista que obstruiu os trabalhos da Mesa Diretora da Câmara dos Deputados em agosto do ano passado.
Até o momento, a defesa de Pollon não se manifestou sobre a apuração. Segundo o material divulgado, o portal Metrópoles informou que tentou contato com os parlamentares investigados, mas não obteve retorno até a publicação da reportagem.
Pollon defendeu Flávio após vazamentos de áudios
Em defesa ao senador Flávio Bolsonaro sobre suposto envolvimento com Banco Master, o deputado federal classificou as acusações como uma “tentativa de assassinato de reputação” promovida pela esquerda.
Segundo o deputado sul-mato-grossense, os ataques fazem parte de uma estratégia política contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
“Não passa de mais uma tentativa de assassinato de reputação por parte da esquerda. É isso que a esquerda faz e vai fazer com todos os candidatos e pré-candidatos do Bolsonaro”, afirmou.
Pollon também defendeu a criação de uma CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) para investigar o caso envolvendo o Banco Master. De acordo com ele, já há apoio suficiente para abertura da comissão, mas parlamentares de esquerda estariam tentando barrar o avanço do pedido.
“Quem está impedindo que ela aconteça é a esquerda. Porque ela sabe que não implica a direita”, disse o deputado.
Durante a declaração, Pollon afirmou ainda que a investigação pode atingir integrantes do governo federal e voltou a associar adversários políticos ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

