terça-feira, novembro 3, 2026

Recém-nascido morre por chikungunya em Dourados; 10ª morte confirmada

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Um recém-nascido indígena de apenas 48 dias morreu nesta sexta-feira (8) por chikungunya, em Dourados, município a 221 quilômetros de Campo Grande. A criança estava internada desde o dia 3 de maio no HU/UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), quando foi levada pelas equipes de saúde que atuam na Reserva Indígena do município. 

O óbito foi confirmado pelo COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), criado pela Prefeitura de Dourados para o enfrentamento da epidemia da doença em reservas indígenas e para o monitoramento no perímetro urbano. 

A vítima, um menino de apenas 48 dias de vida, morava na Aldeia Bororó e é a nona morte registrada entre os moradores da aldeia, bem como da Jaguapiru, onde a epidemia se alastrou com mais de 3 mil notificações, 2.475 casos prováveis, 2.088 casos confirmados, 724 casos descartados e mais de 300 em investigação. 

A primeira morte nas aldeias foi um indígena de 69 anos, que faleceu no dia 25 de fevereiro; a segunda também foi um indígena de 73 anos, que morreu no dia 9 de março; a terceira, um bebê indígena de apenas 3 meses de vida que faleceu no dia 10 de março; a quarta, também indígena de 60 anos que faleceu no 12 de março; a quinta, outro indígena de 77 anos, o qual foi a óbito no dia 14 de março; a sexta, outro bebê indígena de apenas 1 mês de vida que foi a óbito no dia 24 de março; a sétima, também indígena de 55 anos que faleceu no dia 3 de abril; a oitava foi um indígena de 29 anos de idade, que era residente na Aldeia Bororó e a nona, a criança indígena confirmada hoje. No perímetro urbano, a doença matou um homem de 63 anos, no dia 7 de abril.

Em relação aos óbitos, além dos 10 casos confirmados, existem outras três mortes em investigação: uma criança indígena de 12 anos; um idoso não indígena de 84 anos, portador de doença arterial coronariana; um homem de 50 anos, que informou não possuir doenças crônicas no momento da classificação de risco, tendo evoluído para óbito na UPA no dia 27 de abril. 

O secretário municipal de Saúde, Márcio Figueiredo, que também é coordenador-geral do COE, lamentou a décima morte por chikungunya em Dourados. “A situação continua muito grave e as pessoas precisam entender que combater os focos do mosquito Aedes aegypti não é obrigação exclusiva da prefeitura, e sim de toda a população”, enfatizou. 

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