sábado, maio 16, 2026

Ulisses Rocha reforça acusação contra servidores e fala em investigação sobre medicamentos (vídeo)

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O secretário municipal de Governo de Campo Grande, Ulisses Rocha, voltou a comentar neste sábado (16) a polêmica envolvendo declarações sobre suposto boicote de servidores da Saúde na distribuição de medicamentos em unidades públicas da Capital.

Em entrevista ao TopMídiaNews, ele afirmou que sua fala foi baseada em “fatos” e citou a existência de sindicância e processo administrativo em andamento.

“A minha fala foi sobre fatos. Tem alguns servidores que negaram uma espécie de medicamento, isso gerou uma sindicância e tem processo administrativo em curso. Minha fala foi especificamente sobre fatos, ela não foi especulando nada”, declarou o secretário.

A repercussão começou após críticas da vereadora Luiza Ribeiro (PT) e do SinMed-MS (Sindicato dos Médicos de Mato Grosso do Sul), que repudiaram as declarações de Ulisses. Segundo a parlamentar, o secretário teria afirmado que servidores estariam escondendo medicamentos em unidades de saúde para prejudicar a imagem da gestão da prefeita Adriane Lopes.

Luiza Ribeiro cobrou que o secretário apresente provas das acusações, como procedimentos administrativos conclusivos, e alertou para a possibilidade de ação judicial por calúnia caso as declarações não sejam comprovadas. A vereadora classificou as acusações como graves e disse lamentar que a gestão atribua aos trabalhadores a responsabilidade pela falta de medicamentos.

Já o vereador Beto Avelar (PP), aliado da prefeita na Câmara Municipal, saiu em defesa de Ulisses Rocha. Segundo ele, houve de fato um caso envolvendo medicamento para diabetes que teria sido escondido em unidade de saúde.

Em nota divulgada nesta semana, o SinMed-MS afirmou que é “inadmissível” acusar trabalhadores da Saúde sem apresentação de provas concretas. A entidade destacou que os profissionais enfrentam diariamente problemas como sobrecarga de trabalho, falta de estrutura e dificuldades históricas do sistema público de saúde.

O sindicato também mencionou posicionamento do Conselho Municipal de Saúde, que classificou as acusações como graves e cobrou esclarecimentos formais da Secretaria Municipal de Saúde. Segundo a entidade, até o momento não houve apresentação pública de processos administrativos concluídos que sustentem as declarações feitas pelo secretário.

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