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Preso em operação do MPMS, Edivaldo Aquino é oficialmente substituído pela Secretaria de Obras

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A Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos) substituiu o servidor Edivaldo Aquino Pereira da função de fiscal de uma série de contratos milionários de manutenção asfáltica em Campo Grande. As mudanças foram publicadas no Diogrande desta segunda-feira (18), em resoluções assinadas no dia 15 de maio pelo secretário-adjunto Paulo Eduardo Cançado Soares.

As resoluções determinam a saída de Edivaldo da fiscalização de contratos firmados com as empresas Construtora Rial LTDA e RR Barros Serviços e Construções LTDA, responsáveis por serviços de manutenção de pavimento asfáltico, recomposição de capa asfáltica e estrutura viária em diversas regiões da Capital, como Bandeira, Anhanduizinho, Imbirussu, Segredo, Lagoa, Centro e Prosa.

No lugar dele, a Sisep designou a servidora Débora dos Santos Barbosa como fiscal dos contratos, enquanto Tiago Luander Ferreira de Almeida passa a atuar como substituto em caso de ausência da titular.

As substituições ocorrem poucos dias após Edivaldo ser preso em uma operação do MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), realizada em conjunto com o Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc) e o Gaeco, que investigou supostas irregularidades envolvendo contratos públicos e servidores municipais.

Por conta da operação, os servidores investigados como Edivaldo Aquino Pereira e Mehdi Talayeh, que ocupavam cargos ligados à fiscalização e execução dos contratos ligados ao serviço de tapa-buracos, foram exonerados para ‘apresentação de defesa’.

Operação

A Operação “Buraco Sem Fim”, deflagrada pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul por meio do Gaeco e do Gecoc, apura um suposto esquema de fraude em contratos de tapa-buracos e manutenção viária em Campo Grande.

Segundo os investigadores, medições eram fraudadas para liberar pagamentos por serviços que não teriam sido executados integralmente. Durante as buscas, foram apreendidos R$ 429 mil em dinheiro vivo.

O MPMS aponta que a empresa investigada recebeu mais de R$ 113 milhões em contratos e aditivos entre 2018 e 2025. As investigações seguem em sigilo.

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