O Governo de Mato Grosso do Sul lançou nesta segunda-feira (18) dois avisos de licitação para iniciar a implantação de um novo sistema de abastecimento de água nas aldeias Jaguapiru e Bororó, em Dourados. A medida faz parte de um projeto de R$ 50 milhões voltado à segurança hídrica das comunidades indígenas, beneficiando cerca de 30 mil pessoas.
Os editais, publicados no Diário Oficial do Estado (DOE), preveem investimento de R$ 4,49 milhões em cada contrato, com recursos do Ministério dos Povos Indígenas, via Caixa Econômica Federal. A abertura das licitações está marcada para 3 de junho.
As obras incluem perfuração de poços, implantação de rede de distribuição, reservatórios e adutoras para garantir abastecimento contínuo de água tratada diretamente nas residências das aldeias. O projeto foi elaborado pela Sanesul e executado pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Seilog).
O vice-governador Barbosinha afirmou que o projeto representa um avanço social e estrutural para as comunidades indígenas.
”Levar água de qualidade às aldeias é reduzir desigualdades, promover cidadania e reafirmar que desenvolvimento só faz sentido quando alcança quem mais precisa”, declarou o vice.
Segundo o gestor, o Estado também mantém diálogo com o governo federal para ampliar ações em áreas como habitação, infraestrutura e pavimentação. ”Nosso objetivo é garantir que a água potável chegue a todas as residências indígenas, com segurança, dignidade e respeito às comunidades”, completou.
O secretário de Infraestrutura e Logística, Guilherme Alcântara, destacou que o projeto vai além da perfuração dos poços.
”Estamos falando de um projeto completo, que vai da perfuração dos poços à distribuição nas casas. É uma estrutura que garante água de qualidade, com pressão e continuidade”, afirmou.
Já o secretário de Estado de Cidadania, José Francisco Sarmento Nogueira, classificou o investimento como uma resposta a uma demanda histórica.
”Estamos falando de um investimento essencial para garantir acesso à água potável, promovendo saúde, dignidade e qualidade de vida para milhares de famílias indígenas”, disse Nogueira.
Enquanto as obras definitivas não começam, o Governo do Estado mantém ações emergenciais nas aldeias com caminhões-pipa, distribuição de água nas residências e apoio da Defesa Civil e agentes indígenas de saneamento. Também foram perfurados dois poços provisórios, um em cada comunidade.

