O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta terça-feira (19) que Cuba vive uma grave crise e declarou que a ilha “precisa de ajuda”, ao mesmo tempo em que indicou acreditar na possibilidade de um acordo diplomático com Havana. As declarações ocorreram na Casa Branca em meio ao aumento das tensões entre os dois países e à ampliação das sanções impostas por Washington desde o início do ano.
Durante conversa com jornalistas, Trump classificou Cuba como uma “nação falida” e descreveu o governo cubano como um regime duro e incapaz de atender às necessidades básicas da população. “É um regime duro, que matou muita gente. Mas é um país que realmente precisa de ajuda. Eles não conseguem ligar a luz, eles não têm o que comer”, afirmou.
Apesar das críticas ao governo comunista, quando questionado por repórteres se considerava possível um entendimento com Havana, respondeu: “Acho que sim”. Trump também afirmou que Cuba estaria buscando aproximação com Washington diante do agravamento da crise econômica e energética enfrentada pelo país caribenho. “Cuba está nos ligando. Eles precisam de ajuda. Mas Cuba é uma nação fracassada. Cuba precisa de ajuda, e nós faremos isso”, declarou.
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Pressão do governo Trump sob Havana
Desde janeiro, o governo dos Estados Unidos ampliou medidas de pressão econômica contra Havana. Entre as ações adotadas está o bloqueio ao fornecimento de petróleo para a ilha, medida que restringiu severamente o abastecimento de combustível e intensificou os apagões e o racionamento de energia no país.
A relação entre Washington e Havana se deteriorou ainda mais após a operação norte-americana que resultou na captura do então presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Na ocasião, o presidente americano, Donald Trump, declarou que Havana seria “o próximo alvo”.

