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Ciro Gomes é condenado por violência política de gênero por ofensas contra ex-senadora

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Ele dirigiu uma série de ofensas à petista em 2024, quando ela assumiu o Senado como suplente de Camilo Santana, ex-ministro da Educação do governo Lula e rival de Ciro.

Em declarações públicas, a adversária política foi chamada de “cortesã” e “assessora para assuntos de cama do Camilo Santana”.

“Em vez de ser assessora de alcova agora eu vou substituir. Ela é simplesmente a pessoa que organizava as farras do Camilo Santana. É isso que eu estou dizendo”, ele afirmou em entrevista ao Jornal Jangadeiro, de Fortaleza, em abril de 2024.

O artigo do Código Eleitoral em que Ciro foi enquadrado é o 326-B, que estabelece pena de um ano e quatro meses de reclusão, mais pagamento de multa, a quem “assediar, constranger, humilhar, perseguir ou ameaçar candidata a cargo eletivo ou detentora de mandato, utilizando-se de menosprezo ou discriminação à condição de mulher ou à sua cor, raça ou etnia, com a finalidade de impedir ou dificultar a campanha eleitoral ou o desempenho do mandato”.

A pena, de um ano e quatro meses de reclusão, foi substituída pelo próprio juiz Edson Feitosa dos Santos Filho, da 115ª Zona Eleitoral do Ceará, pelo pagamento de 20 salários mínimos a Janaína e 50 salários mínimos a entidades cearenses de proteção dos direitos das mulheres. A defesa pode recorrer.

Em sua defesa, Ciro negou a intenção sexista de suas afirmações e alegou que as menções feitas sobre a então senadora foram exemplo do que chama de “patrimonialismo do sr. Camilo Santana”.

Segundo ele, o ex-ministro era o verdadeiro alvo de suas falas. À Justiça Eleitoral, disse ainda que sempre deu espaço para as mulheres em seus mandatos de prefeito e governador.

Janaína chamou a condenação de uma vitória das mulheres. “Fui vítima, assim como tantas mulheres neste país, e a decisão é um alento. Não podemos relativizar a misoginia jamais”.

Ela afirmou que vai doar os valores estipulados pela Justiça Eleitoral a entidades ligadas à proteção dos direitos das mulheres.

Na época das ofensas, a bancada feminina do Senado pediu um voto de repúdio contra o ex-governador do Ceará, chamando a fala dele sobre a senadora de machista, preconceituosa e violenta.

“Esses ataques são repugnantes e absolutamente inaceitáveis, refletindo uma postura pessoal de desvalorização das mulheres e uma resistência preocupante à participação feminina em espaços de poder e decisão”, diz trecho do documento.

Em 2002, o presidenciável afirmou que um dos papéis na campanha eleitoral de sua então mulher, a atriz Patrícia Pillar, era dormir com ele. O episódio rendeu muitas críticas a Ciro, chamado de machista. Vinte anos depois, a atriz afirmou ter perdoado o então candidato, por quem declarou “grande admiração e respeito”.

Investigação sobre suposta ligação de Lulinha com fraude no INSS divide integrantes da Polícia Federal, enquanto parte dos investigadores defende foco nas apurações já avançadas e questiona a existência de provas suficientes contra o filho do presidente Lula

| 07:25 – 20/05/2026

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