Filho era fiscal e segundo denúncia do Ministério Público, o pai lhe usava para receber propina.
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A Prefeitura de Campo Grande exonerou, nesta quarta-feira, Thiago Nogueira Pereira, fiscal da Secretaria de Infraestrutura e Serviços Públicos. Ele é filho de Edvaldo Aquino, coordenador do tapa-buraco na Capital, preso pelo Gecoc na semana passada.
Na semana passada a reportagem divulgou que ele atuava como fiscal na prefeitura. Ele não foi alvo da operação, mas compareceu na residência no dia que o pai foi preso. Neste dia, ainda era nomeado, mas não foi ao trabalho.
Dados obtidos pela reportagem, para justificar as prisões dos sete alvos do Gecoc, revelam que Thiago foi citado na Operação Cascalhos de Areia, que deu origem a essa nova.
Segundo o Ministério Público, Edvaldo Aquino atuava como peça-chave na celeridade burocrática do esquema, assinando documentos no lugar de outros supervisores para garantir o fluxo dos desvios, enquanto utilizava seu filho, Thiago Nogueira Pereira, como intermediário para o recebimento de propinas destinadas à cúpula do grupo.
Thiago Nogueira era nomeado fiscal na prefeitura, com salário de R$ 4,3 mil. No Portal da Transparência, constava holerite dele apenas até janeiro deste ano.
Publicações no Diário Oficial indicaram Thiago para substituir fiscais de obra. Em uma delas, 3m março do ano passado, ele é designado para substituir Bernardo Loubet nas atividades de orientação, acompanhamento e controle no contrato da Sisep com a HF ENGENHARIA E CONSTRUÇÃO LTDA, para pavimentação do Centro-Oeste, Ramez Tebet, Macaúbas e Campo Nobre.
Sete presos
A Operação Buraco Sem Fim prendeu o ex-secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Rudi Fiorese; o coordenador do serviço de tapa-buraco, Edvaldo Aquino; superintendente da Sisep, Mehdi Talayeh; servidores Erick Antônio Valadão e Fernando de Souza Oliveira; e os empresários Antônio Bittencourt e Antônio Roberto Bittencourt.
Durante o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão foram encontrados valores altos em dinheiro vivo, totalizando pelo menos R$ 429 mil. No endereço de um servidor, havia R$ 186 mil em espécie. No imóvel de outro alvo, R$ 233 mil.
O MPE investiga organização criminosa que atua fraudando, sistematicamente, a execução do serviço de manutenção de vias públicas no Município de Campo Grande, por meio da manipulação de medições e da realização de pagamentos indevidos.
“As evidências revelaram pagamentos públicos que não correspondem aos serviços efetivamente prestados, com o propósito de permitir o desvio de dinheiro público, o enriquecimento ilícito dos investigados e, como consequência, a má qualidade das vias públicas municipais”, diz nota do MPE.
Segundo a investigação, entre 2018 e 2025, a empresa investigada conseguiu contratos e aditivos que somam o montante de R$ 113.702.491,02.
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