segunda-feira, novembro 2, 2026

Trump afirma que os EUA estão “libertando Cuba” em meio a acusações

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (20) que o país está “libertando Cuba” e disse não saber o que acontecerá com a ilha nos próximos dias. A declaração foi feita poucas horas depois de o Departamento de Justiça norte-americano anunciar acusações criminais contra o ex-presidente cubano Raúl Castro por um caso ocorrido em 1996.

Trump evitou detalhar quais medidas podem ser tomadas pelos Estados Unidos, mas reforçou o discurso de pressão contra Havana. A ofensiva norte-americana ocorre em meio ao endurecimento das relações entre os dois países.

Raúl Castro, de 94 anos, foi acusado de conspiração para matar cidadãos norte-americanos, destruição de aeronave e homicídio. As acusações estão ligadas ao episódio em que duas aeronaves civis da organização de exilados cubano-americanos Irmãos ao Resgate foram abatidas por caças cubanos em 1996.

Quatro homens morreram no ataque, incluindo três cidadãos dos Estados Unidos. Segundo as autoridades americanas, Castro era ministro da Defesa de Cuba à época e teria ordenado a ação militar. Outros acusados também foram incluídos na denúncia apresentada pela Justiça dos EUA.

Irmão de Fidel Castro, Raúl assumiu oficialmente a Presidência cubana em 2008, após o afastamento do líder da Revolução Cubana por problemas de saúde. Ele permaneceu no cargo até 2018 e, mesmo fora da presidência, segue influente na política da ilha.

 

Leia mais: Trump volta a criticar Havana: ‘É um regime que matou muita gente’

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Governo cubano rejeita acusações do governo Trump

O governo cubano reagiu imediatamente às acusações. O atual presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, classificou a denúncia como uma “manobra política sem qualquer fundamento legal”.

Em publicação na rede X, Díaz-Canel afirmou que a medida demonstra “arrogância e frustração” dos Estados Unidos diante da resistência do governo cubano. Segundo ele, a acusação busca justificar novas ações de pressão contra Havana e reforçar a política de hostilidade americana contra a ilha.

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