sexta-feira, maio 22, 2026

‘Ele tem que ser investigado’, diz Ciro Nogueira sobre Flávio

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SÃO PAULO, SP (UOL/) – O senador Ciro Nogueira (PP-PI) evitou sair em defesa do pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao comentar as investigações sobre o Banco Master, afirmando que não vai antecipar juízo sobre o caso. Segundo ele, Flávio tem que “pagar exemplarmente” se for culpado.

“Eu não estou aqui para defender nem acusar o senador Flávio. Ele tem que ser investigado, como todos, como eu estou sendo. E, se for inocente, que seja, lógico, reconhecida a sua inocência. Se for culpado, tem que pagar exemplarmente”, disse ele à TV Clube, afiliada da Globo no Piauí.

O senador afirmou que não deve haver proteção a suspeitos e cobrou isenção nas apurações. “Neste país, não pode mais haver ninguém cometendo ilícito que possa ser beneficiado por proteção. Temos que investigar com isenção e, quem for inocente, que seja inocente. E, se for culpado, que pague severamente, de acordo com a lei”, completou.

Pré-candidato ao Senado, Ciro reafirmou que deixará o cargo se houver comprovação de irregularidades envolvendo seu nome. “Se for comprovada alguma coisa ilícita que possa manchar a minha honra, eu jamais vou voltar para o meu estado com alguma mácula no meu mandato”, disse.

A Polícia Federal deflagrou em 7 de maio uma nova fase da Operação Compliance Zero, que apura suspeitas de fraudes financeiras ligadas ao Banco Master. Ciro Nogueira foi um dos alvos, com mandados de busca e apreensão cumpridos em endereços em Brasília e no Piauí. Investigações apontam que ele teria recebido R$ 18 milhões em propina para defender interesses do Master, entre outros benefícios.

Irmão do senador, Raimundo Nogueira também foi alvo da operação e passou a ser monitorado por tornozeleira eletrônica. Após a ação, Ciro afirmou que estava colaborando e questionou a realização de operações em ano eleitoral.

Ele afirmou que o recebimento de propina por meio de empresas é invenção. “Inventaram que recebi ilegalmente valores por meio de empresas, valores que não chegam sequer a 1% do faturamento anual” dessas companhias, disse, em referência a negócios de família citados no caso.

A fala de Nogueira ocorre após a revelação pelo The Intercept Brasil de mensagens e áudios trocados entre Flávio e Vorcaro que mostram negociação de R$ 134 milhões do banqueiro para financiar o filme “Dark Horse”.

O ex-banqueiro chegou a pagar R$ 61 milhões para a produção. Desde então, o senador vem tentando conter os danos para a pré-campanha à Presidência e enfrenta uma crise de confiança entre aliados.

Flávio confirmou que negociou com Vorcaro, mas afirmou que “não ofereceu vantagens” em troca do financiamento ao filme. O senador tem repetido que se tratava de “dinheiro privado”. A defesa de Vorcaro disse que não iria comentar.

Nesta semana, Flávio disse a jornalistas que encontrou Vorcaro após sua primeira prisão, ocorrida em novembro de 2025. “Fui, sim, ao encontro dele (Vorcaro) para botar um ponto final nessa história”, disse Flávio sobre a visita ao ex-banqueiro após participar de encontro com a bancada do PL na Câmara.

Leia Também: PF cita repasse de R$ 14 mi ligado à Refit para empresa da família de Ciro Nogueira

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