sexta-feira, maio 22, 2026

Capivara espancada no Rio é devolvida à natureza após tratamento

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O animal, que sofreu traumatismo craniano e lesões graves nos olhos, foi solto em uma área de reserva ambiental na zona oeste da cidade, considerada mais segura e adequada para sua recuperação.

O caso ganhou repercussão nacional após imagens mostrarem o momento em que o animal era atacado com pedras, barras de ferro e pedaços de madeira por um grupo de homens durante a madrugada de 21 de março. Segundo o Ministério Público do Rio, os agressores também debocharam do sofrimento da capivara enquanto filmavam a violência.

De acordo com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Clima, o novo local escolhido para a soltura tem acesso restrito de pessoas e menor risco de atropelamento, além de condições ambientais favoráveis para evitar conflitos territoriais com outros animais da espécie.

A capivara, um macho adulto de aproximadamente 64 quilos, foi encontrada ainda viva em um terreno baldio e resgatada pela Patrulha Ambiental. Em estado grave, o animal precisou ser sedado para receber os primeiros atendimentos e foi encaminhado para a Clínica de Reabilitação de Animais Silvestres da Universidade Estácio, em Vargem Pequena.

Os exames apontaram traumatismo craniano, ferimentos na cabeça e nas costas, além de catarata e uma lesão na retina do olho esquerdo.

Segundo o veterinário Jeferson Pires, responsável pelo acompanhamento do caso, a deficiência visual inviabilizou o retorno da capivara ao habitat original, na Ilha do Governador, por causa do intenso fluxo de veículos na região.

“O oftalmologista veio, fez uma avaliação, e a gente descobriu que além da catarata, ela também tem uma lesão na retina do olho esquerdo. Então, isso vai inviabilizar que a capivara retorne para o seu local de origem, que tinha movimento de carros, para não ser atropelada. Mas isso não impede que ela possa voltar à natureza”, afirmou.

Seis homens foram denunciados pelo Ministério Público do Rio pelos crimes de maus-tratos com emprego de crueldade, caça ilegal, associação criminosa e corrupção de menores, já que dois adolescentes participavam da ação. Todos tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva.

Segundo a investigação, os suspeitos disseram em depoimento que pretendiam matar o animal para consumo. Uma testemunha afirmou ainda ter reconhecido um dos homens como autor de outra agressão contra uma capivara na mesma região dias antes.

O caso também marcou a primeira aplicação do decreto federal conhecido como “Justiça por Orelha”, publicado neste ano pelo governo Lula, que ampliou as multas por maus-tratos contra animais. O Ibama multou os oito envolvidos em R$ 20 mil cada, totalizando R$ 160 mil.

A legislação brasileira prevê pena de detenção e multa para crimes contra animais silvestres, incluindo caça ilegal, agressões e manutenção irregular em cativeiro. Em casos de maus-tratos ou animais em risco, a prefeitura orienta que a população acione a Central 1746.

Leia Também: Fiocruz vai produzir remédio de alto custo contra esclerose para o SUS

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