Apesar de ter sido preso recente, o padrasto é suspeito de estuprar a bebê de 1 ano que foi internada em estado grave em Campo Grande, durante este domingo (24). Além disso, ele teria agredido a mãe da menor, que estava gestante, até ela abortar há cerca de 20 dias.
Conforme as apurações realizadas pela reportagem, a mãe da bebê estava grávida de 5 meses e vinha sofrendo agressões diárias por parte do suspeito. Na ocasião, há cerca de uma semana, ele a agrediu com socos na costela, cortou sua orelha e deu chutes em suas costas e pernas.
Ainda durante a briga, ele a fez cheirar e comer canela, dizendo que aquilo iria fazer o bebê morrer. Segundo o registro policial, ela realmente perdeu a criança e chegou a passar por curetagem na Maternidade Candido Mariano após ter hemorragia.
Na ocasião, o caso foi registrado como aborto provocado por terceiros sem consentimento da gestante. A mulher representou contra o companheiro, solicitando ainda medidas protetivas de urgência contra ele.
O suspeito foi preso em flagrante pelas equipes da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e segue detido desde a data dos fatos.
Apesar disso, ele foi qualificado ainda como suspeito no caso de estupro da bebê, sua enteada de apenas 1 ano de idade.
As lesões encontradas na região vaginal e anal da criança não seriam recentes e por conta da proximidade dele com a menor, acabou sendo suspeito do crime. Porém, os fatos ainda serão investigados pelas autoridades.
A pequena foi socorrida em estado grave após ter convulsões, rebaixamento de consciência e episódios de vômito e ser levada para UPA (Unidade de Pronto Atendimento) Vila Almeida, antes de ser transferida para Santa Casa.
Ela está internada, entubada e em estado estável. A Polícia Civil informou que testemunhas foram ouvidas, incluindo adolescentes que estavam com a criança antes do agravamento do quadro clínico. O Conselho Tutelar também acompanha o caso.

