Lino Ramon Garcia, 38 anos, foi assassinado com uma facada no peito, na noite deste domingo (24), em um condomínio de quitinetes localizado no bairro Che Roga Mi, no município de Porto Murtinho. A esposa dele, Petrona Gonzalez Rodrigues, de 35 anos, assumiu a autoria do crime e foi presa em flagrante no local.
A situação foi descoberta após um militar do Corpo de Bombeiros, que tentava socorrer a vítima, solicitar o apoio de uma equipe da Polícia Militar. Lino estava caído na porta da residência com uma perfuração do lado esquerdo do tórax. A autora do golpe encontrava-se ajoelhada ao lado do corpo, com as vestes repletas de sangue, chorando e repetindo: “O que eu fiz? Meu marido!”.
Os socorristas realizaram manobras de reanimação cardiopulmonar, mas Lino não resistiu à gravidade do ferimento e morreu.
Segundo o boletim de ocorrência, uma vizinha detalhou aos policiais que o casal passou a tarde inteira consumindo bebidas alcoólicas. Conforme a testemunha, após retornarem de uma saída rápida, os dois começaram a brigar no interior do imóvel. Ela escutou barulhos de objetos quebrando e a voz da mulher pedindo: “Lino, para! Não faça isso!”. Minutos depois, o homem exclamou ter sido furado e caiu no chão.
Durante a abordagem policial, Petrona relatou que o desentendimento teve início por motivo de ciúmes, logo após voltarem da casa de sua irmã. Ao questionar o companheiro sobre os olhares direcionados a uma vizinha, uma discussão violenta começou. A mulher afirmou que o marido passou a proferir injúrias e ameaças, momento em que ela pegou a faca e o golpeou.
Ainda em depoimento preliminar, a suspeita alegou ser vítima de violência doméstica há bastante tempo, mas justificou que nunca representou criminalmente contra Lino devido aos filhos e à dependência financeira.
Apresentando forte instabilidade emocional, a mulher precisou ser algemada para preservar sua própria integridade física e a segurança da equipe. Ela passou por exame de corpo de delito e foi levada ao plantão da delegacia da cidade. Um policial militar permaneceu no condomínio, isolando a cena para os trabalhos da Polícia Científica. O caso segue em apuração.

