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Escolas cívico-militares são ‘método fascista’, diz Tebet

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Pré-candidata ao Senado por São Paulo, Simone Tebet (PSB) chamou de “método fascista” o programa Escola Cívico-Militar, uma das principais bandeiras da gestão estadual de Tarcísio de Freitas (Republicanos). A fala ocorreu durante uma roda de conversa promovida pelo movimento Direitos Já!, nesta segunda-feira (25), na capital paulista.

“Esse é o método fascista de se fazer política. (…) Não há nenhum problema de se ter escola militar específica. Sempre teve. Isso é uma democracia, a gente não quer impedir isso. Mas a gente não pode implantar esta educação militar nas escolas públicas brasileiras”, declarou Tebet.

Ex-ministra do Planejamento no governo Lula, Tebet também criticou o fazer político da oposição. “Não mudou lá na Segunda Guerra Mundial e não mudou agora. É você controlar os meios de comunicação, como eles fazem, com as redes sociais, com as narrativas deles. Inflando com robôs e algoritmos para chegar em tudo quanto é lugar. E os nossos posts, os nossos Instagram, da ala mais progressista, não conseguem essa capilaridade. Eles conseguem. Então, é controlando a comunicação, sucateando a educação, comandando a educação”.

Lula é o único candidato “verdadeiramente democrático”

Durante o evento, realizado na Casa de Portugal, em São Paulo, a ex-ministra disse ainda que Lula é o único candidato “verdadeiramente democrático” na disputa presidencial. “Essa é a eleição mais importante da história das nossas vidas. Não só porque precisamos eleger o único candidato, com possibilidade de ganhar, verdadeiramente democrático, que é o atual presidente Lula, mas porque também, pela primeira vez, a eleição do Congresso Nacional é tão ou mais importante que a eleição do presidente da República”.

A pré-candidata também destacou a importância das temáticas de segurança pública, e defendeu que Lula é “quem quer combater a violência”.

“Quem quer combater a violência é o presidente Lula, que procurou parceria com os governadores. Quem se recusou? Todos os governadores de direita, de extrema direita, se recusaram a essa parceria. Se eles quisessem resolver o problema da segurança pública nos seus estados, eles não combatiam o crime só com a violência policial, que enche os cemitérios”, afirmou Tebet.

“O crime organizado hoje toma conta dos setores produtivos do Brasil. O crime do mercado financeiro. Ele permeia o PCC, que está em todos os setores. Ele está lá na favela, na comunidade, confiscando, tocando o terror, estabelecendo, colocando de forma ilegal, cobrando por serviços essenciais de que teriam que estar no setor econômico legalizado. E esse tipo de combate não se faz sem coordenação do governo federal”, acrescentou.

O Direitos Já! faz parte de um ciclo de debates promovido pelo Fórum pela Democracia, entidade fundada em defesa dos valores fundamentais da Constituição de 1988 e que atua como um “observatório e espaço de convergência suprapartidária diante dos atuais desafios institucionais do Brasil”.

Tebet lidera corrida ao Senado

Na quinta (22), um levantamento do Instituto Paraná Pesquisas revelou que Tebet lidera, junto à também pré-candidata Marina Silva (Rede), a corrida ao Senado por São Paulo. Veja:

Marina Silva (Rede): 36,6%
Simone Tebet (PSB): 34,3%
Guilherme Derrite (PP): 25,1%
Ricardo Salles (Novo): 18,7%
Paulinho da Força (Solidariedade): 13,6%
André do Prado (PL): 11,3%
Não sabe ou não opinou: 7,1%
Nenhum, branco ou nulo: 12,1%

Na comparação com a pesquisa anterior, feita em abril deste ano, apenas dois candidatos oscilaram para cima nas intenções de voto: Simone Tebet, que passou de 32,9% para 34,3%; e André do Prado (PL-SP), de 9,8% para 11,3%.

Os demais candidatos tiveram uma leve queda, dentro da margem de erro: Marina, de 37,8% para 36,6%; Derrite (PP), de 27,4%, em abril, para 25,1%; Ricardo Salles (Novo) de 19,2% para 18,7%; e Paulinho da Força (Solidariedade), de 15,1% para 13,6%.

A pesquisa ouviu presencialmente 1.640 eleitores em 82 municípios, entre os dias 18 e 20 de maio. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais para mais ou para menos. O grau de confiança é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o n.º SP-02706/2026.

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