Foi marcara para esta terça-feira (26) a primeira audiência de instrução e julgamento do caso do ex-prefeito Alcides Bernal, réu por homicídio do empresário Roberto Carlos Mazzini, em março deste ano, em Campo Grande. Um delegado de polícia será um dos depoentes.
Conforme o sistema da Justiça, um dos depoente arrolados pela acusação ao ex-prefeito será o delegado de Polícia Civil, Danilo Mansur. O magistrado autorizou a substituição da oitiva de outra testemunha pelo agente da lei, que poderá depor por meio de videoconferência.
O processo corre na 1ª Vara do Tribunal do Júri. Outro detalhe é que o juiz autorizou que a viúva – Ana Laurinda de Oliveira Lima Mazzini e três filhos a atuarem como assistentes de acusação no processo.
Ainda segundo o sistema, são pelo menos 20 testemunhas arroladas no total. Entre eles o chaveiro – que abriu a porta da casa que o ex-prefeito perdeu via leilão e técnicos da empresa de alarme que vigia a residência, na Rua Antônio Maria Coelho, no Jardim dos Estados.
O caso
Bernal foi preso após matar a tiros o empresário Roberto Carlos Mazzini, em 24 de março de 2026, em Campo Grande. Conforme as investigações, o caso ocorreu em um imóvel alvo de disputa judicial envolvendo posse e propriedade.
De acordo com a polícia, a vítima estava no local acompanhada de um chaveiro quando foi atingida pelos disparos. Após o crime, Bernal procurou a delegacia e apresentou sua versão dos fatos. Ainda assim, acabou preso em flagrante e teve a prisão convertida em preventiva durante audiência de custódia.
O Ministério Público denunciou o ex-prefeito por homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo e violação de domicílio. Já a defesa sustenta que ele apenas reagiu a uma invasão e que agiu para proteger a própria vida e o patrimônio. A denúncia foi aceita pela Justiça e o acusado pronunciado. A audiência de instrução e julgamento desta terça-feira é a primeira do caso.

