Uma moradora de Campo Grande diz ter sido vítima de assédio sexual por parte de um funcionário da Águas Guariroba, responsável pelo corte de água de sua residência. Segundo o relato, ele teria exigido dinheiro e favores sexuais em troca de manter o fornecimento de água ligado.
O caso aconteceu na última quarta-feira (27), em um imóvel do Bairro Jardim Nossa Sra. do Perpétuo Socorro. A mulher, que mora no local há mais de 7 anos e vive sozinha com as filhas, afirma que o homem foi até a residência para realizar o corte do abastecimento devido a uma pendência financeira.
De acordo com a denúncia, durante a conversa, o trabalhador teria pedido que ela fizesse sexo oral nele para evitar o desligamento da água. “Eu conversei com ele e pedi para ele não cortar a minha água. Foi quando ele cobrou para eu fazer um b*quete nele”, relatou a moradora.
Ao recusar a proposta sexual, o funcionário cobrou R$ 100 para manter a ligação. Mas, como a mulher não tinha, fez uma transferência via Pix no valor de R$ 50 para uma conta informada pelo homem.
“Ele chegou a falar que cobrar via Pix pode dar ruim, porque os dados dele aparecem. Mas, como não tinha outro jeito, aceitou que eu fizesse o pagamento e religou a minha água”, disse.
Desconfiada da situação, a mulher decidiu gravar parte da conversa pelo celular. Na gravação, o homem fornece os dados para o recebimento do Pix e, em outro momento, faz comentários de cunho sexual. Em um dos trechos, ele pede para ver os seios da moradora. “Deixa o peitinho”, diz o homem.
Ao ser questionado se costumava fazer esse tipo de pedido, ele responde que ‘às vezes’ e afirma que já recebeu favores sexuais de outras clientes. Em outro trecho da gravação, o suspeito volta a insistir. “Pelo menos dar de mamar, né?”, afirma.
A vítima responde que o valor já havia sido pago, encerrando a conversa.
Segundo a moradora, ela manteve o diálogo sem reagir de forma mais incisiva porque estava assustada e temia possíveis represálias.
“Eu moro sozinha com as minhas filhas. Ele sabe onde eu moro. Em vários momentos ele falava para eu não contar para ninguém. Eu fiquei com medo”, disse.
A mulher afirma que esta foi a primeira vez que enfrentou uma situação semelhante no imóvel onde reside e que, até o momento, ainda não registrou boletim de ocorrência por receio de sofrer represálias.
Além dos pedidos de natureza sexual e da cobrança de dinheiro, ela relata que o homem chegou a religar a água após receber o Pix, mas mesmo assim deixou uma notificação de multa no local.
A Águas Guariroba informou, em nota, que iniciou a apuração do caso imediatamente após tomar conhecimento da denúncia, adotando as medidas previstas em seus protocolos internos, no Código de Ética e Conduta e conduzindo a análise com rigor, responsabilidade e imparcialidade. A concessionária destacou que repudia qualquer prática de assédio ou comportamento que contrarie os princípios da empresa, baseados no respeito, na integridade e na segurança das relações com clientes, colaboradores e a sociedade.
A empresa também ressaltou que disponibiliza canais específicos para denúncias e reclamações, incluindo a Ouvidoria, e afirmou que todas as manifestações são tratadas com seriedade e confidencialidade. Segundo a concessionária, é importante que a denúncia seja formalizada junto aos órgãos competentes, colocando-se à disposição para colaborar com eventuais investigações.
Por fim, a Águas Guariroba informou que, para preservar as partes envolvidas e não comprometer o andamento das apurações, não divulgará novas informações sobre o caso neste momento, mas permanece disponível para prestar esclarecimentos por meio de seus canais oficiais de comunicação.
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