Um professor da rede estadual de ensino está internado há sete dias à espera de uma cirurgia ortopédica na Santa Casa de Campo Grande. Segundo ele, o procedimento foi marcado diversas vezes desde a internação, mas acabou cancelado em todas as ocasiões.
O paciente detalhou para o TopMídiaNews, que sofreu um acidente de moto na tarde de 27 de maio. Ele conta que seguia para um compromisso quando perdeu o controle da motocicleta após passar por um trecho com areia acumulada na pista.
“Fui desviar de um lugar e, infelizmente, acabei caindo. Não consegui saltar da moto e caí sobre o braço esquerdo”, relatou.
Após o acidente, o professor foi socorrido pelo Corpo de Bombeiros e levado para a Santa Casa. Ele afirma que passou por exames e recebeu a informação de que precisaria passar por cirurgia.
De acordo com o paciente, o procedimento chegou a ser agendado para a madrugada do dia seguinte à internação, mas foi adiado. Desde então, a situação se repete diariamente.
“Toda noite entro em dieta zero para operar no dia seguinte, mas a cirurgia acaba sendo cancelada. Hoje completa sete dias de espera”, disse ele.
Ao questionar o hospital a respeito da demora, recebeu como resposta da equipe médica que a prioridade é dada aos casos de urgência e emergência que chegam ao hospital. “Eles alegam que chegam muitos pacientes mais graves e acabam passando na frente. O problema é que marcam a cirurgia, pedem para ficar em jejum e depois cancelam. Ficamos sem uma previsão”, afirmou.
Além da preocupação com a recuperação, o professor teme consequências profissionais por causa do afastamento prolongado. Ele explica que, como contratado pela rede estadual, pode enfrentar dificuldades caso precise permanecer mais tempo sem trabalhar.
O paciente também demonstra preocupação com o impacto da demora no tratamento da fratura.
“O osso já começa a calcificar, e isso pode dificultar depois. Eles estão fornecendo a medicação, mas a espera pela cirurgia é muito grande”, relatou.
Ainda conforme o professor, uma profissional de enfermagem informou que há pacientes que chegam a aguardar até 15 dias pela realização de procedimentos semelhantes.
A Santa Casa foi procurada pela reportagem para comentar o caso e informar a situação da fila para cirurgias ortopédicas. Até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço segue aberto para manifestação.

