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‘Mataram o meu filho pela terceira vez’, diz Leniel Borel

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() – O perdão judicial concedido à professora Monique Medeiros, mãe de Henry Borel, assassinado aos 4 anos, revoltou o pai da criança, Leniel Borel, no final do julgamento do caso.

“Mataram o meu filho pela terceira vez”, ele disse na madrugada desta quinta-feira (4). “O Henry representa as milhares de crianças que são vítimas todos os dias”.

O vereador criticou duramente afirmação da juíza Elizabeth Machado Louro, titular do 2º Tribunal do Júri do Rio, sobre agressões sofridas por Monique no cárcere e o “massacre nas redes sociais”. Para a magistrada, a mãe do menino foi alvo de uma perseguição implacável contra a sua honra.

Ao aplicar o perdão judicial, Louro disse que Monique já sofreu um castigo severo o suficiente e criticou a reação desproporcional da sociedade, chamando-a de discriminatória e fruto de uma cultura que exige que a mulher seja uma “mãe perfeita”.

Para Leniel, decisões como essa abrem precedentes para que outras mães possam matar seus filhos ou permitir que eles sejam mortos.
“Como é que vou falar para a minha mãe que foi a misoginia que matou o Henry?”, questionou sobre a avó da criança.

Ele disse que Monique tinha o dever de proteger o filho e citou as críticas que recebeu durante os 11 dias de julgamento.

“Posso ter sido a pior pessoa do mundo, mas eu não estava dentro daquele apartamento”, disse. “Esse julgamento é a resposta da nossa sociedade para pessoas que estão violentando seus filhos. Outros Henrys, outras Isabellas Nardonis, outros Bernardos Boldrinis aparecerão”.

Para o pai da criança, o tribunal deu uma resposta que permite que mães possam matar ou agredir crianças.

O advogado de Leniel vai apresentar recurso para anular o julgamento e condenar Monique por homicídio.

Monique foi condenada por omissão diante da tortura sofrida pelo filho e recebeu pena de um ano e quatro meses de prisão, já considerada cumprida.

Em relação à acusação de homicídio, os jurados afastaram a acusação de crime doloso e reclassificaram o caso para homicídio culposo -quando não há a intenção de matar.

Nessa situação, cabe à presidente do júri decidir sobre a responsabilização da ré. A juíza concedeu perdão judicial e extinguiu a punibilidade de Monique por esse crime.

A mãe de Henry deixará a prisão após a sentença e comemorou a decisão no tribunal.

Júri entra na fase de debates entre acusação e defesa do ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho, e de Monique Medeiros

| 22h30 – 06/03/2026

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