O banco de perfis genéticos de Mato Grosso do Sul recebeu 486 novos registros após duas etapas de coleta de DNA realizadas no Complexo Penitenciário da Gameleira, em Campo Grande. A medida tem como objetivo auxiliar investigações criminais e aumentar as chances de identificação de autores por meio de vestígios biológicos encontrados em cenas de crime.
A ação mais recente ocorreu na última sexta-feira (29), na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira I, onde foram coletadas 186 amostras. Em abril, outras 300 coletas haviam sido realizadas na Gameleira II.
Segundo a Polícia Científica, as amostras passam por análise laboratorial e, após validação técnica, são inseridas nos bancos estadual e nacional de perfis genéticos. Os dados permitem comparar materiais biológicos encontrados em investigações com perfis já cadastrados.
Dados da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos mostram que Mato Grosso do Sul possuía 5.471 perfis cadastrados até 1º de maio deste ano. Desse total, 4.081 são de pessoas condenadas e 918 correspondem a vestígios biológicos coletados em investigações.
Ainda conforme a rede, o Estado já contabiliza 88 investigações auxiliadas pelo banco genético e 59 coincidências de perfis identificadas. Dessas, 46 ocorreram entre vestígios biológicos e 13 entre vestígios e indivíduos cadastrados.
A diretora do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF), Josemirtes Prado da Silva, destacou que a ampliação do banco aumenta as chances de identificação de suspeitos.
“Quanto mais amostras de condenados forem inseridas, maior é a chance de coincidência com vestígios já cadastrados”, afirmou.
A ampliação das coletas acompanha mudanças na legislação federal. Desde a entrada em vigor da Lei nº 15.295/2025, a coleta de perfil genético passou a alcançar condenados à pena de reclusão em regime inicial fechado, independentemente do crime praticado.
A previsão é que novas ações sejam realizadas em unidades prisionais do interior do estado nos próximos meses.

