Uma mulher e uma enfermeira foram identificadas e indiciadas pela Decat (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes Ambientais e de Atendimento ao Turista) pelo crime de maus-tratos em Campo Grande, após abandonarem um animal para não arcarem com os custos de um tratamento.
Conforme informações da polícia, elas teriam levado um cachorro ao CCZ (Centro de Controle de Zoonoses) sob argumento de que o animal havia sido abandonado na rua para morrer.
Após o CCZ realizar uma postagem nas redes sociais sobre um cão com doença congênita para adoção, professores e servidores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) se recordaram de ter tratado do animal, indicando quem seria o possível tutor.
Instaurado inquérito, a Polícia Civil descobriu que a tutora, em conluio com uma amiga, ao saber das despesas com o tratamento do animal, o levaram ao CCZ, com o argumento de que teriam encontrado o animal agonizando na rua.
Ao ser ouvida, em um primeiro momento a tutora chorou, afirmou que o animal havia morrido e que “faria de tudo” para ter o animal vivo. Ao ser desmascarada, acabou por confessar como denunciou a amiga que simulou o encontro do animal.
A tutora e amiga foram indiciadas e o procedimento encaminhado ao Ministério Público. O animal foi recolhido por uma protetora. O abandono, ainda que em clínica veterinária, é crime.

