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‘Tenho medo de morrer matada’, diz Nicole Bahls ao descartar carreira política

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RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Nicole Bahls, 40, afirmou que não se imagina ingressando na política por receio da violência enfrentada por agentes públicos. A declaração foi feita durante participação no ErikaPod, programa comandado pela deputada federal Erika Hilton e exibido nesta segunda-feira (8).

Ao comentar temas políticos, a influenciadora disse que costuma se identificar com pautas ligadas à melhoria dos serviços públicos e à proteção de trabalhadores e pessoas em situação de vulnerabilidade.

“A única coisa que eu sei é que eu sou sempre a favor do povo. Precisa de saúde, melhorar a saúde, precisa de colégio. O trabalhador precisa de descanso, então meu lado vai ser sempre para os que mais precisam”, afirmou.

Nicole também reconheceu que ainda não se considera preparada para discutir política de forma mais aprofundada. “Quando eu aprender com a Erika Hilton, amor, aí meu discurso vai chegar mais…”, disse, em tom de brincadeira.

Durante a conversa, Hilton sugeriu a possibilidade de uma futura candidatura da ex-panicat. A hipótese, porém, foi descartada por Nicole, que associou a atividade política a riscos pessoais.

“Eu tenho medo de morrer matada”, declarou. Em seguida, citou o assassinato da vereadora Marielle Franco (1979-2018) como um dos motivos para o receio. “Tenho medo depois de Marielle, amiga.”

Hilton disse compreender a preocupação da convidada, mas ressaltou a importância da permanência de lideranças na vida pública. “Essa é a visão da política brasileira, né? Eu te entendo. Mas não vai não, amiga, que a gente é resistência”, respondeu.

Nicole, que fez um transplante capilar recentemente, ainda mencionou a necessidade de conviver com esquemas de segurança e criticou ataques direcionados a pessoas que atuam na esfera pública. “Você tem que andar com segurança o tempo todo, e ainda tem gente que quer fazer maldade com quem está tentando ajudar”, afirmou.

Eleita vereadora do Rio de Janeiro em 2016, Marielle Franco (PSOL) se destacou pela atuação em defesa dos direitos humanos e de grupos historicamente marginalizados. Ela foi assassinada a tiros em março de 2018, no centro da capital fluminense, quando retornava de um evento voltado ao fortalecimento de mulheres negras. O motorista Anderson Gomes também morreu no ataque.

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu por unanimidade no final de fevereiro condenar o ex-deputado Chiquinho Brazão e seu irmão Domingos Brazão como mandantes da morte da vereadora e chefes de uma milícia na zona oeste do Rio de Janeiro.

Leia Também: Jornalista Rodrigo Bocardi é contratado pelo SBT

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