Vereadora Luiza Ribeiro (PT) utilizou a sessão desta terça-feira (9) para reportar o caos vivido por pacientes e familiares no CAPS Vila Almeida, em Campo Grande. A parlamentar expôs que a unidade é escassa até no básico, que é o médico psiquiatra.
As críticas foram dirigidas à prefeita Adriane Lopes (Progressistas) e ao secretário de Saúde, Marcelo Vilela. A petista cobrou a regularização da contratação e lotação de médicos psiquiatras, psicólogos e assistentes sociais.
Os relatos trazidos pela parlamentar dão conta de que houve redução intensa na equipe multiprofissional e que este problema teria começado em fevereiro deste ano.
”O serviço conta apenas com dois psiquiatras para atender toda a região e tem tornado inviável o agendamento de consultas e acompanhamento regular dos usuários da rede CAPS”, bradou Luiza.
Outro ponto grave da denúncia é que os atendimentos estariam restritos à renovação de receita, sem avaliação clínica adequada com tratamento terapêutico contínuo.
”Está colocando em risco a saúde mental dos pacientes”, acrescentou a vereadora, que detalhou que o prejuízo do serviço abrange população das regiões do Lagoa e Imbirussu.
Mais prejuízos
Ainda segundo Ribeiro, o prejuízo com a superlotação no Vila Almeida interrompe ou reduz programas de oficinas terapêuticas; atividades psicossociais e ações de reinserção social e cuidado integral dos usuários.
”Soma-se a isso a falta de medicamentos, especialmente clonazepam, diazepam e outros psicofármacos de uso contínuo. Estão sendo receitados, mas não entregues”, observou Luiza Ribeiro.
Entramos em contato com a prefeitura. O espaço segue aberto.
Your browser does not support HTML5 video.

